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Aula sobre o nascimento da cirurgia moderna

Estratégias de Ensino

Nesta proposta de aula sobre o nascimento da cirurgia moderna, o professor de História pode encontrar uma dica para incrementar seu conjunto de aulas sobre a Idade Moderna.
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Quando o professor de história começa a aplicar o conteúdo de História Moderna, geralmente incorre na abordagem tradicional para ensinar os conteúdos gerais (Renascimento, Reformas, Guerras Religiosas, Absolutismo etc.), não conseguindo oferecer aulas estimulantes aos seus alunos de Ensino Médio. Pois bem, uma dica interessante para tornar o conjunto de aulas sobre a Idade Moderna mais atrativo seria a abordagem da história da medicina e anatomia moderna, com ênfase nos primeiros procedimentos cirúrgicos dessa época. Essa aula teria como eixo central a exposição das ideias e das práticas médicas de dois sujeitos: Ambroise Paré (1510-1590) e Andreas Vesalius (1514-1564).

O belga Andreas Vesalius é considerado o pai da medicina moderna. Mas em se tratando da paternidade da “cirurgia moderna”, Vesalius tem o francês Paré como concorrente. E o mais curioso é que Paré não era propriamente médico ou pelo menos não possuía a mesma formação clássica que Vesalius. Paré era cirurgião-barbeiro, uma profissão que durante muito tempo rivalizou com a medicina nascente da época renascentista.

O professor de história poderia, ao explicar o conteúdo sobre Renascimento e o surgimento da ciência moderna, dar ênfase na importância dos estudos anatômicos da época, já que esses estudos estão na base do surgimento da medicina e foram também fundamentais para as primeiras cirurgias de grande intervenção. Excertos e gravuras da obra De Humani Corporis Fabrica (1543), de Vesalius, poderiam ser usados como fontes e exibidos em slides para os alunos.

À medida que o professor explicasse o contexto do interesse pela anatomia do corpo humano, bem como pelo seu funcionamento, poderia também explanar sobre como e em que tipo de pessoas foram feitas as primeiras cirurgias. Como é sabido, Paré e Vesalius aplicaram seus conhecimentos de operação em feridos de guerra, especialmente nos feridos por arma de fogo. No século XVI, pululavam as batalhas sangrentas das guerras civis religiosas e eram muitos os feridos por explosões com chumbo e pólvora, principalmente vindas de canhões. O tratamento das hemorragias e a habilidade necessária na costura dos tecidos era algo impensável para feridas de grande porte até então.

Outro fator importante e que pode ser destacado pelo professor é que esses primeiros cirurgiões, assim como os primeiros astrônomos, como Galileu, criavam seus próprios instrumentos. Desse modo, todas as ferramentas de cirurgia que hoje são comuns, como o bisturi, derivam de instrumentos engendrados por Paré e Vesalius, muitos deles rústicos, porém eficazes na época.


Por Me. Cláudio Fernandes

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