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O mundo sempre foi machista?

Estratégias de Ensino

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O machismo foi hegemônico ao longo da História? Descubra com os alunos!


Para se inserir um debate em sala de aula, muitas vezes não é necessária a utilização de grandes recursos ou o uso obrigatório do saber acadêmico. Em algumas situações, é possível que o professor arquitete uma rica discussão por meio de expressões e ideias construídas no mundo cotidiano. Para provar tal perspectiva, sugerimos a possibilidade de discussão sobre o papel da mulher na sociedade através de um velho e conhecido dito popular: “Por trás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher.”.

Expondo esse dito em sala, pergunte aos membros da classe qual a possível interpretação a ser feita sobre esta sentença. Nesse instante, tenha o cuidado de abrir espaço para as opiniões divergentes, pois somente elas podem encabeçar a devida valorização do debate a ser desenvolvido. Após ouvir as opiniões, indague porque esse dito faz questão de delimitar o lugar da mulher.

A partir dessa questão é possível demonstrar que em muitas sociedades, ao longo do tempo, temos a consolidação da ideia de que a mulher deveria ocupar um papel secundário ao do homem. Nesse sentido, reportando-se à sociedade ocidental, percebemos que as mulheres tiveram sua esfera de atuação limitada ao campo doméstico e familiar. À frente, estiveram os homens, que assumiam as responsabilidades ligadas ao trabalho e chefia.

Mesmo sendo essa uma situação dominante, não podemos compreender que a mulher da sociedade machista se resumia ao estereótipo do “sexo frágil”. Em muitos contextos, vemos que as mulheres tiveram uma atuação importante que vai diretamente contra a representação de uma sociedade machista. Mesmo admitindo a vigência desse modelo, vários estudiosos, hoje em dia, alegam que a mulher sempre teve artifícios que mostram o exercício de certo poder e influência.

Para que essa possibilidade de compreensão seja contemplada, o professor pode organizar uma pesquisa em que os alunos demonstrem essa “descontinuidade do machismo” com uma pesquisa entre as mulheres mais velhas de sua família. Para tanto, é necessário que o professor elabore previamente um roteiro de perguntas que possa orientar seus alunos. O objetivo maior seria reportar a alguma situação em que a autonomia da entrevistada foi exercida sem a influência de uma figura masculina.

Ao registrar esse tipo de situação, o aluno pode compreender que as dimensões generalizantes da história nem sempre se desenvolvem igualmente. Reportando-se a situações bem específicas, ele passa a enxergar que os valores de uma época existem, mas não funcionam de uma mesma forma entre os indivíduos que atuam nesse mesmo contexto. De fato, quando retirado da boca dos homens (e mulheres!), o passado se torna algo ainda mais diverso e deliciosamente curioso.

Por fim, ao fim das entrevistas, recolha as atividades disponibilizadas e faça um painel contendo uma coletânea com os depoimentos mais interessantes. Caso ache necessário, digitalize os trechos encontrados para que as identidades dos entrevistados e dos alunos sejam devidamente preservadas. Colocando o painel em espaços de uso comum na escola, a pesquisa é valorizada e desperta a curiosidade dos alunos de outras séries para o tema.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


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