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Saúde: uma análise crítica

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Ausência de doenças é somente um aspecto que envolve o conceito de saúde.

Saúde, segundo o mini Aurélio (6ª edição revista e atualizada), significa “Estado daquele cujas funções orgânicas, físicas e mentais se acham em situação normal”. Assim, podemos dizer que ausência de doença é somente um fator para tal, não significando, necessariamente, que a pessoa esteja saudável, de fato.

Considerando o exposto, é interessante que o professor trabalhe esse conceito, gerando reflexões acerca de quais aspectos podem garantir (ou piorar) a saúde de uma pessoa. No decorrer do processo, ficará cada vez mais claro que a promoção da qualidade de vida mostra-se como um dos aspectos mais relevantes para tal, e a aula pode ser encerrada justamente em torno desta ideia: conceituando o termo “qualidade de vida”, e o que podemos fazer para conquistar esse direito (lembrando que no dia 10 de dezembro é comemorada a criação da declaração Universal dos Direitos Humanos).

Todas as publicações, apesar de discorrerem sobre aspectos, a priori, distintos, se convergem por apresentarem fatores que interferem na qualidade de vida das pessoas. Um destaque é a questão de que, apesar de índices apontarem melhorias em muitos aspectos, a desigualdade ainda é grande, e se mostra clara ao percebermos que, ao mesmo tempo em que um número significativo de crianças deixou de perder a vida devido à desnutrição, é alta a porcentagem de doenças crônicas, como a diabete, cujas causas estão diretamente relacionadas a um estilo de vida abusivo, como a ingestão excessiva de carboidratos. Isso também aponta para o fato de que melhores condições econômicas também não são, via de regra, garantia para a promoção da saúde.

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Um exemplo é o aumento de usuários de carro, ao mesmo tempo em que é frequente o alto número de acidentes e casos de violência no trânsito. Fato esse que também se mostra contraditório ao detectarmos as mudanças substanciais nas cidades para se adaptarem ao fluxo cada vez mais intenso de veículos; enquanto o transporte público é cada vez mais negligenciado, assim como os cadeirantes e pedestres em geral.

Pessoas que aumentaram seu poder aquisitivo, mas sem, no entanto, ter acesso à cultura, ou noção de sua importância, também são temas a se refletir; assim como a situação dos deficientes, que não possuem muitos espaços destinados ao seu entretenimento. Além disso, temos o machismo, a desvalorização da mulher e a completa permissividade que se dá a ofensas que são destinadas àquelas cujo corpo está fora dos padrões estéticos vigentes - e que pode gerar problemas de saúde mais sérios, como distúrbios alimentares e depressão.

Discutir essas questões, com enfoque em dados que informam as conquistas e desafios do Brasil e de seus cidadãos, pode ser positivo na percepção de que atitudes individuais e a luta por melhorias na qualidade de vida das pessoas, de forma equitativa, podem melhorar ainda mais a saúde de nosso país. Considerando que a desigualdade, miséria e violência não têm espaço significativo em um país onde a qualidade de vida impera; almejar tais mudanças pode ser o primeiro passo.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola