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Sete formas de usar o twitter na aula de Filosofia

Estratégias de Ensino

As redes sociais oferecem recursos que podem ser preciosos na estratégia de ensino. Apresentamos sete formas de usar o Twitter na aula de Filosofia.
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O twitter, assim como as demais redes sociais, pode ser incorporado à estratégia de ensino e de avaliação. Vejamos sete possibilidades:

1) Criar uma conta de twitter para a unidade curricular e/ou turma

A primeira possibilidade é a de criar uma conta no twitter voltada para a educação para ter entre seus contatos alunos, colegas e demais interessados no desenvolvimento das suas aulas. Se o número de alunos for muito grande, podemos também criar uma conta para cada turma com vistas a gerenciar melhor as atividades. As contas de twitter das turmas podem ser gerenciadas por um grupo restrito de estudantes escolhido previamente.

No caso de uma atividade por twitter, o/a representante (ou os/as representantes) da turma devem responsabilizar-se para transcrever na conta as respostas dos demais colegas, com os nomes deles a seguir.

No caso de optar por não criar uma conta de twitter para cada turma, os alunos precisam ser incentivados a criar uma conta. Para os casos excepcionais — um estudante, por exemplo, que está impedido de usar a internet por orientação dos pais —, a atividade poderá ser feita em papel e, depois, é só pedir para que outro colega poste na conta do aluno sem acesso à internet.

Para o professor/a professora identificar os resultados da atividade, é preciso que os estudantes insiram uma hashtag, ou seja, uma palavra-chave precedida do sinal de #, previamente acordada. Por exemplo: # + nome do colégio + nome da unidade curricular. Se a unidade curricular for “Filosofia” e o colégio “Beta”, a hashtag poderia ser: #betafilosofia2015.

2) Antecipar os objetivos da aula e indicações de leitura

O twitter tem um limite de caracteres, 140. No entanto, o professor/a professora pode fazer mais de uma postagem para que os estudantes saibam previamente os objetivos da próxima aula.

Por exemplo: “Na aula desta semana faremos um debate sobre o conteúdo das páginas 25 a 30 do livro X. Façam a leitura em casa.”

Ou ainda: “Na aula de amanhã, estudaremos o conceito de angústia para Kierkegaard. Leve seu livro: faremos uma atividade avaliativa de consulta”.

3) Postar frases importantes dos filósofos trabalhados em sala de aula

Nas aulas de Filosofia, trabalhamos um bom número de pensadores. Uma forma de facilitar a lembrança de suas frases célebres pelos estudantes é selecionar algumas e postar no Twitter. Também podemos fazer paráfrases, tais como: “Para Kierkegaard, o que difere o homem do animal é a sua capacidade de se desesperar”. Em seguida, podemos pedir que o estudante responda a algo: “Comente”, “Você concorda?”, “O que ele quis dizer?”.

4) Pedir para os alunos resumirem a aula em “hashtag”

Depois de uma aula, podemos pedir para que cada aluno resuma o conteúdo trabalhado em “hashtags” e poste em sua conta (ou na conta da turma, se for essa a metodologia escolhida). Por exemplo, em uma aula sobre Kierkegaard, os estudantes podem resumir em: “#existencialismo”, “#estadioetico”, “#angustia” (lembrando que nem sempre as hashtags podem ser acentuadas).

5) “Se o filósofo X tivesse twitter, o que ele postaria?”

Uma forma de promover um relacionamento com o conteúdo é pedir para que os estudantes tentem reconstruir com suas palavras e de forma sintética as ideias centrais de algum filósofo. É importante também estimular os alunos a recriarem o estilo de escrita daqueles filósofos com estilos mais marcantes, como Nietzsche, que escreve de forma provocativa.

6) Produção textual em 140 caracteres:

Principalmente para os estudantes que nunca tiveram aula de Filosofia antes, escrever um texto sobre o conteúdo de Filosofia pode ser um grande desafio. Se o professor/a professora pede um texto de 140 caracteres por aula, essa dificuldade será, aos poucos, vencida.

7) Destacar as intervenções mais interessantes de cada aluno:

Se o professor/a professora adota uma metodologia dialogada, pode estimular as intervenções dos alunos destacando aquelas que correspondem mais ao conteúdo ou que chamaram a atenção por algum motivo. Dessa forma, além de valorizar a iniciativa do aluno, estimula que os demais participem cada vez mais.


Por Wigvan Pereira
Graduado em Filosofia

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