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Sugestão de aula: Células-tronco embrionárias

Estratégias de Ensino

Para trabalhar o tema células-tronco embrionárias, o professor pode utilizar a técnica do júri simulado.
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O tema células-tronco embrionárias gera bastante polêmica quando tratado em sala de aula. Entretanto, nós, como professores, devemos trazer esses temas para incentivar nossos alunos ao debate.

As células-tronco embrionárias são encontradas em embriões que estão iniciando seu desenvolvimento e, por isso, seu uso é barrado principalmente pela Igreja. Os católicos e protestantes são contra essas pesquisas porque acreditam que, ao utilizar essas células, estaríamos matando um ser vivo. Já o Islamismo permite pesquisas, mas não admite o comércio de material biológico.

No Brasil, a Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005, diz o seguinte:

Art. 5º É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições:

I – sejam embriões inviáveis; ou

II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação desta Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de congelamento.

Partindo desses princípios, sugere-se que seja realizado um debate em sala de aula sobre o tema. Leve textos para que os alunos entendam melhor o assunto e vejam os avanços na medicina graças ao estudo sobre células-tronco. O assunto permite que o professor aborde temas como ética e o que é vida.

Para realizar a discussão, o professor pode colocar em prática a técnica do júri simulado, em que se escolhe um juiz, alguns jurados, advogados de defesa, promotores, testemunhas e réus.

O professor pode solicitar que algum professor de outra disciplina seja o juiz, para que o júri seja imparcial. Algum aluno deverá representar o réu, que pode ser algum pesquisador que utilizou células-tronco embrionárias sem autorização para uma pesquisa, por exemplo. Os advogados de defesa e os promotores deverão estudar bastante o tema para que haja argumentos convincentes.

Deixe claro aos alunos que é necessário conhecer bem o tema antes de iniciar o júri, bem como que não se trata de uma questão religiosa. O importante dessa aula é estimular o pensamento crítico do aluno e que ele seja capaz de formar sua própria opinião.

Boa aula!


​Por Ma. Vanessa dos Santos

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