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Projeto em Minas Gerais quer tornar a escola mais interessante para jovens

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O projeto está em fase de elaboração e deve oferecer aos jovens oficinas e cursos com linguagens adaptadas.
Por Rafael Batista
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Uma das metas do Plano Nacional de Educação é de que, até 2024, o Brasil ofereça educação em tempo integral em, pelo menos, 50% das escolas públicas. Até 2014 o percentual de escolas que ofereciam essa modalidade de educação era de apenas 15,7%.

Para alcançar o objetivo do PNE vários projetos estão em fase de implementação em todo o país. No estado de Minas Gerais, o Programa Jovens Urbanos será executado a partir de maio em escolas da rede estadual da Grande Belo Horizonte. A finalidade do projeto é tornar o ensino mais interessante ao público entre 15 e 17 anos para evitar a evasão dos alunos nesse período.

Estratégia

A iniciativa, realizada em parceria com a Secretaria de Educação do Estado, deve oferecer oportunidades de aprendizagem, fazendo uso de ferramentas da cultura, arte, esporte, ciência e tecnologia, executando atividades de cunho pedagógico.

Segundo os coordenadores do projeto, a estratégia para atrair os jovens será a construção de modelos que considerem as particularidades regionais, o perfil da população (urbana, rural, indígena, quilombola, jovens que cumprem medida socioeducativa, etc) e a expectativa desses estudantes. “Educação integral para juventude deve considerar as especificidades dessa faixa etária, que está em fase de transição para o mercado de trabalho. O projeto precisa pensar o território, envolver os equipamentos públicos e alcançar a juventude onde ela estiver, não apenas entre os muros da escola”, avalia a coordenação. 

Etapas do programa

Algumas escolas de Belo Horizonte já passaram por experiências parecidas no ano passado. Os alunos participaram de oficias de dança, música, teatro, grafite e fotografia. Na nova fase, que começa em maio, dez escolas estaduais de Belo Horizonte, Vespasiano, Contagem, Nova Lima, Ribeirão das Neves e Santa Luzia devem ser mapeadas para que em junho seja elaborado um Plano Participativo. Serão definidos temas e linguagens de acordo com a realidade de cada escola.

No mês de agosto, devem começar atividades denominadas “experimentações”. Serão realizadas oficinas para colocar os jovens em contato com diversas tecnologias, linguagens e estilos profissionais. Cada escola contará com quatro especialistas em tecnologias sociais para atender aos projetos, que serão realizados em 30 horas. 

Ao final dessa intervenção haverá um encontro público nas unidades para que toda a comunidade conheça os resultados do projeto.

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