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Olhares Cruzados

Política Educacional

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Os idealizadores do projeto Brasil-África: Olhares Cruzados, da Organização Não Governamental Imagem da Vida, almejam trazer a interação de crianças e adolescentes dos dois continentes, através de cartas e fotografias. A data da África foi comemorada no dia 25 de maio. As cartas dos jovens africanos foram feitas nas cidades de Cabinda e Maputo, capitais dos dois países lusófonos. Cabinda é uma província de Angola, com 1,5 milhões de habitantes, rica em petróleo e madeira. Lá, as crianças são alfabetizadas em português, mas a população tem uma língua própria, o Ibinda. O lixão de Maputo, capital de Moçambique, outro lugar escolhido para o projeto, fica na periferia, no bairro chamado Hulene, e seus habitantes vivem da coleta de lixo. São enviadas além de cartas, de crianças e adolescentes carentes de 10 a 14 anos da África, também fotografias que elas mesmas tiram e que retratam e registram suas realidades.

A primeira etapa da experiência foi caracterizada através de um livro com o mesmo nome do projeto e uma exposição fotográfica, lançados no Fórum Social Mundial de Porto Alegre pela ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/SEPPIR. Na segunda parte do experimento, as crianças e jovens brasileiros serão motivados a responderem as cartas, enviando nas mensagens fotografias. As respostas das crianças e jovens brasileiros serão enviadas, pelos elaboradores do projeto, aos relativos emissários na África. A troca faz parte de um projeto para ensinar mais a cada uma delas sobre a cultura que está do outro lado do Atlântico.

Os Jornais de todo o país estão convidados a publicar as cartas e as imagens feitas pelos jovens africanos nos seus suplementos infanto-juvenis, assim como receber e noticiar as respostas dos jovens e crianças brasileiras, que serão remetidas às redações. Os autores das dez primeiras cartas recebidas em cada jornal vão ganhar como prêmio um exemplar do livro “Brasil-África: Olhares Cruzados”.

Através desse projeto, além de trabalhar o lado lúdico da ação de fotografar e de redigir cartas, ao anotar os momentos habituais as crianças e jovens enfatizam o que para elas é fundamental, evidenciando sua importância cultural, suas brincadeiras, sua maneira de interagir com a família, com a sociedade , e assim aproximar experiências corriqueiras passando a distinguir vivências comuns.

O Dia de África foi caracterizado em São Tomé e Príncipe, derivando a ação principal no Liceu Nacional onde o assunto do dia foi a circunstância que se vive no continente. Presidido pelo chefe de Estado são-tomense, Fradique de Menezes reconheceu as dificuldades deste continente e defendeu que grande parte dessa situação poderia ser superada se os políticos reunissem prioridades e prudência para solucionar problemas dos seus países e dos seus povos. No transcurso do evento foram entregues prêmios aos melhores alunos e aos vencedores dos concursos realizados na comemoração do dia de África, culminando com várias atividades culturais, assim como musicais.

Matilde Ribeiro, a ministra da Seppir, diz que é preciso, de fato, unir forças para conquistar o desenvolvimento. “É fundamental que Brasil e África, ligados no passado pelas correntes da escravidão e da ostentação comercial que se instalou para fomentá-la, agora dêem as mãos para encararem juntos o trabalho de regaste das nossas histórias, similaridades e desafios para o crescimento de nossas populações”.

A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), a Imagem da Vida e a Seppir pretendem noticiar em alguns jornais brasileiros 50 cartas de crianças africanas. As fotos e cartas que chegaram ao Brasil vindas da África, contando o cotidiano de lá e fazendo perguntas sobre o país do futebol, encontraram, do lado de cá, receptividade dos nossos jovens e crianças, com muitas histórias para contar. O material produzido pelas crianças e jovens que atravessou o oceano foi editado e lançado em livro durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. O nome da Obra é “Brasil-África Olhares Cruzados”, com 96 páginas que se dividem entre textos, fotos, poesias e cartas. Os jovens brasileiros que quiserem compartilhar do projeto devem dirigir suas cartas para a redação dos jornais. As mensagens serão analisadas por educadores e depois seguirão para a África.
Referência: UNESCO

Autora: Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos

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