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Descobrindo as Palavras

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A partir de um ano de idade as crianças iniciam seus primeiros diálogos, feitos com poucas palavras. Isso acontece em razão da ligação afetiva estabelecida pelos pais com as mesmas, quando num simples gesto reproduzem os sons dos brinquedos, imitam animais, cantam canções de ninar que servem de estímulos para o desenvolvimento da linguagem oral.

Quanto mais estímulos externos a criança receber, maior será a sua facilidade para se comunicar, mas desde que esses venham de um contato direto e interessante para as mesmas.

Muitas crianças que tem contato desde muito cedo com a televisão, mas que não são estimuladas a falar, a cantar e a reproduzir outros sons, demoram a se comunicar, já que a televisão não serve de estímulo por falta de afetividade na comunicação. Somente os programas que encantam as crianças podem auxiliar na aprendizagem da comunicação, pois possuem estímulos visuais bem como auditivos para isso. Mas é bom lembrar que cansam e logo a criança perde o interesse, buscando outras brincadeiras.

Existem crianças que não desenvolvem bem a fala, pois são estimuladas a fazê-la de forma incorreta, percebem que chamam a atenção e todos acham bonitinho, ou mesmo com pais que identificam os códigos de comunicação que vão estabelecendo. Apontar para um filtro significa que quer água, gemer e apontar para a televisão quer dizer que está pedindo para ligá-la, quando vai deixando de se comunicar verbalmente. O interessante seria que os adultos a ajudassem a falar, incentivando-as através das perguntas, como se não entendessem os códigos apontados.


Rodas de conversa e de histórias incentivam a comunicação

 Nessa idade é de fundamental importância que a criança receba estímulos de todos que a cercam, pois tudo o que ouve a levará a construir sua forma de comunicação. Se ouvir pessoas falando errado, construirá uma forma de falar também errada, se ouvir de forma correta, seguirá o mesmo exemplo.

Os pais devem ficar atentos com as pessoas que tem contato direto com as crianças, que conversam com elas no cotidiano, a fim de não permitir que erros se tornem comuns no vocabulário das mesmas. Porém, não devem fazer correções em excesso, pois podem inibir a criança, passando a achar que está errada o tempo todo e que não está agradando. Tudo em excesso é prejudicial, inclusive a correção das palavras.

As correções devem aparecer de forma a não ferir a auto-estima da criança. Quando esta disser uma palavra errada, apenas a repita de forma correta, dando a oportunidade para a criança perceber a diferença. Não há a necessidade de ficar mandando a criança repetir a palavra até que esta saia de forma correta, pois esse hábito é chato e cansativo.

Aos poucos, com o exercício da linguagem, as crianças vão enriquecendo seu vocabulário através dos pequenos diálogos, passando a se comunicar melhor.

Outro grande estímulo para o desenvolvimento da fala é quando a criança passa a freqüentar a escola.

Na sala de aula, as crianças são estimuladas através da narração de histórias, das rodas de conversa, das músicas cantadas, parlendas e trava línguas, nas tentativas de contar pequenos fatos do cotidiano, dando coerência aos mesmos, etc.

Na hora das brincadeiras também exercitam o vocabulário, pois costumam narrar o que estão fazendo e combinar as etapas seguintes das brincadeiras com seus colegas, além de compartilhar momentos de intensa sociabilização. Assim, vão internalizando essas aprendizagens e conseguindo repeti-las, recurso que usará por toda a vida.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

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