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Discorrendo acerca de uma problemática cotidiana – a evasão escolar

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Toda a comunidade escolar é responsável por combater a problemática da evasão


São infinitas as evidências as quais comprovam que a tarefa de todo educador não se restringe somente à transmissão de conhecimentos, visto que o “fazer” pedagógico representa algo que ultrapassa tal concepção, uma vez que se encontra envolto por uma série de outros aspectos. Aspectos estes intrinsecamente relacionados às habilidades e competências inerentes à postura de todo profissional, principalmente quando se trata de lidar com os “inegáveis” entraves com os quais ele, cotidianamente, compartilha.

E por assim dizer, há que se ressaltar um entrave que envolve não só o docente de forma específica, mas toda a comunidade escolar – a recorrente evasão de alunos, fato que acomete uma grande parte daqueles que nem mesmo chegam a concluir o Ensino Fundamental, visto que estatísticas apontadas pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), afirmam que “de 100 alunos que ingressam na escola na 1ª série, apenas 5 concluem o ensino fundamental, ou seja, apenas 5 terminam a 8ª série (IBGE, 2007)”.

Distintas causas encontram-se permeadas em meio a esse processo, relacionadas principalmente a fatores de ordem diversa, entre eles:

Culturais – Sabe-se que a família representa a mola-mestra na construção da personalidade dos educandos. Nesse sentido, cabe ressaltar que a motivação parece ditar sua palavra de ordem, haja vista que nenhum objetivo pode ser efetivamente concretizado se não houver prioridade por parte de quem o estabelece.

Socioeconômicos – Indícios revelam que grande parte dos adolescentes, de forma precoce, ingressa no mercado de trabalho e abandona os estudos. O fato decorre da necessidade de complementar a renda familiar.
Geográficas – Muitos não têm a oportunidade de residirem próximo à escola, tornando-se dispendioso o transporte. Na zona rural o fato tende a ser mais acentuado, pois a locomoção se torna ainda mais inviável, uma vez que o transporte escolar representa um descaso por parte das autoridades políticas.

O último, e talvez o mais grave, tem origem no próprio ambiente escolar, no qual a indisciplina, o déficit de aprendizagem e as consequências dele oriundas, como é o caso dos altos índices de repetência, são fatores que incidem de forma direta para que a situação tenda a se perpetuar cada vez mais.

Ao ressaltar sobre a indisciplina, tal aspecto nos conduz a um procedimento que norteia grande parte dos educadores: o fato de ensinarem para aqueles que na verdade se mostram interessados, que realmente querem ouvir. Por mais difícil que seja, a verdade é que o ensino deve ser concebido sempre como algo homogêneo, que atenda a todos, sem exceção. Assim, uma das causas é que o aluno se sente discriminado, isento de qualquer potencial que lhe permita seguir adiante, e o caminho mais curto e menos “doloroso” é, indubitavelmente, a desistência.

Outro fator encontra-se atrelado às competências delegadas à gestão escolar, uma vez que se faz necessário tomar posições que visem ao contorno imediato do problema, materializadas mediante um acompanhamento constante das frequências - assunto que deve estar sempre incluso na pauta de reuniões pedagógicas. Tal procedimento, uma vez concretizado, permite que haja interação por parte de toda a equipe, onde também possíveis intervenções possam retratar alguma eficácia, como é o caso da avaliação do desempenho de cada educando.

Em consonância com tais atributos, menciona-se ainda um aspecto de extrema pertinência: o fato de que o currículo precisa ser constantemente reformulado, no intuito de “resgatar” as já citadas prioridades, uma vez perdidas no tempo. Esse resgate constitui tão somente o fato de que a escola não deve ser vista como um instrumento de obrigação, mas sim como um espaço de formação para a vida. Nesse ínterim, tornam-se válidas constantes orientações, com vistas a estabelecer uma mútua confiança entre todos os envolvidos, até mesmo no sentido de norteá-los rumo à conquista de seus ideais. Outro fator é o contato direto com a família por meio de reuniões e eventos que promovam essa interação.

Tais pressupostos, assim elencados, manifestam sua eficácia no sentido de “atacar” diretamente as causas do problema, contribuindo dessa forma para que este, senão resolvido, pelo menos seja amenizado.
 


 

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

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