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Paz na Escola

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A Educação deve ser voltada para o diálogo e para a pluralidade

No dia 15 de agosto de 2009, tomamos conhecimento de mais um caso de agressividade, dessa vez acontecida na maior escola estadual de Santa Catarina, onde uma professora foi fisicamente agredida por uma mãe de aluno, na frente das crianças.

A professora, com a face deformada, foi parar em manchetes de jornais, no entanto, teve sua identidade preservada, até mesmo para guardar a exposição da criança, filha da agressora.

Os motivos da agressão? O sorteio de um chiclete e uma tatuagem, a filha da agressora não fora sorteada.

Não é para menos que o caso foi parar em uma delegacia de polícia, em consequência dos mais de vinte tapas e pontapés que a professora levou, sendo necessária a intervenção de outros professores para conter a fúria da mãe.

A diretora da escola relatou que nunca recebera reclamações da professora, em quase dez anos de exercício na escola, nem mesmo por parte da mãe agressora, o que comprova que o trabalho da profissional é desenvolvido com seriedade, além de a mesma manter uma relação vincular positiva com todos.

Pensando no papel da escola, diante da violência instituída no cotidiano de nossas vidas, existe a necessidade de dar um basta na questão. Não se pode ficar de braços cruzados, esperando que o próximo tapa aconteça.

Antes, as famílias ensinavam as crianças sobre uma ordem hierárquica de respeito aos mais velhos, aos professores, avós, tios, o que não acontece na atualidade. Pelo contrário, o desrespeito permeia as relações familiares, e a falta de exemplo para as crianças é um fator que prejudica a formação da sua moral.

Que valores são esses, onde a criança não aprende a lidar com pequenas frustrações, chegando ao ponto de uma mãe atacar uma professora? Que falta de autocontrole é esse que a mãe apresenta, sem dominar suas emoções, sejam elas quais forem?

Nesse sentido, a educação deve voltar-se para a paz na comunidade, com campanhas que promovam um movimento de solidariedade, que pode ser ensinada e aprendida por todos, criando-se a cultura da paz.

Na luta contra a violência (tida como um valor absoluto), temos outros valores que recebem o nome de valores relativos, sendo eles: solidariedade, cooperação, concórdia, fraternidade, respeito ao próximo, força interior, altruísmo, dentre outros.

Esses valores, se aplicados desde a primeira infância, formam sujeitos fortalecidos emocionalmente, equilibrados, de caráter íntegro, amoroso tanto no lar como nos meios sociais em que convive.

Nas práticas diárias da sala de aula, promove-se o diálogo, as discussões saudáveis, onde os sujeitos possam avaliar suas próprias atitudes diante da vida, descobrindo suas potencialidades e suas limitações, tendo a segurança de que o respeito ao próximo fará com que seja respeitado.

Transformar a família torna-se um objetivo latente da educação. As crianças devem servir de exemplos para seus pais – deveria ser ao contrário, mas quando não encontramos essas possibilidades, torna-se papel da escola atingir a sociedade através das atitudes das crianças e adolescentes.

A educação para a paz deve estar voltada para o viver na pluralidade, a superação dos estereótipos e preconceitos, para o exercício da tolerância e do diálogo.

Com isso, consegue-se demonstrar o potencial de mudança que podemos atingir agindo com a solidariedade, deixando o comodismo de lado, engajando-nos no trabalho em conjunto em prol da construção da cultura da paz.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

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