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Ensino de Geometria

Trabalho Docente

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Durante muito tempo, o ensino da matemática, desde as séries iniciais até o ensino médio, ao introduzir o conteúdo de geometria, iniciava-se com os tópicos de geometria plana (ponto, reta, plano) e, em seguida, introduzia a geometria espacial. Vamos analisar essa questão do ponto de vista do educando, com suas capacidades cognitivas em cada etapa da vida escolar. Sabemos que a geometria plana trata de uma parte muito abstrata da matemática e de difícil compreensão para crianças e até mesmo adolescentes nas séries iniciais, pois sua capacidade de abstração ainda não se encontra bem-amadurecida. Dessa forma, como transmitir conceitos como ponto, reta e plano se esses entes geométricos não fazem parte de sua rotina? Como definir algo que não existe na realidade que os cerca? Existem objetos e coisas que lembram um ponto, uma reta, um plano, mas não há nada palpável no cotidiano do aluno que o permita deparar com um deles por onde estiver.

Como a matemática deve ser significativa, trazendo ferramentas para que o ser humano possa mudar sua realidade e a de todos que o cerca, o mesmo deve acontecer com o ensino de geometria. A geometria deve ser trabalhada de forma significativa, com exemplos e situações cotidianas. Seguindo essa linha de raciocínio, os tópicos de geometria espacial devem ser trabalhados antes dos de geometria plana, principalmente nas etapas iniciais da vida escolar. Ora, as formas espaciais estão por toda parte, em cada lugar que a pessoa olha se depara com uma delas. Teremos situações cotidianas, definiremos objetos reais, os alunos poderão tocar as formas estudadas e, melhor, construí-las.

Após a introdução dos conceitos de geometria espacial, o aluno, já familiarizado com a ideia de faces, arestas e vértices, apresentará uma capacidade mais aguçada para abstrair e compreender entes geométricos como ponto e reta. Trabalhando a geometria do real para o abstrato, as dificuldades e aversões a essa parte da matemática que fascinaram gregos e egípcios serão amenizadas.

Por Marcelo Rigonatto
Especialista em Estatística e Modelagem Matemática
Equipe Brasil Escola

Trabalho Docente - Educador - Brasil Escola

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