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Matemática Viva

Trabalho Docente

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 Durante várias décadas, o ensino da matemática e a matemática como ciência foram vistos como imutáveis, prontos, acabados. O ensino resumia-se em transmissão do conhecimento previamente adquirido pelo professor, detentor de toda sabedoria, e memorização por parte dos aprendizes daquilo que lhes era passado e que, posteriormente, seria cobrado numa avaliação metódica e de caráter quantitativo, visando verificar a capacidade de reproduzir tudo o que lhe fora transmitido, fazendo uso dos algoritmos e fórmulas que memorizaram sem poder questionar a verdadeira utilização das mesmas.
 

 Com o avanço das novas tecnologias, a informação acessível em qualquer lugar e, principalmente, a necessidade de se repensar o papel da matemática nos dias atuais, essa visão de uma ciência imutável começa a mudar. O medo e o desgosto, por parte dos alunos, em relação à matemática estava ficando nítido. O saber matemático era privilégio de poucos que tinham uma predisposição pela disciplina. O que dizer então das comunidades mais afastadas, marginalizadas, e até mesmo da classe trabalhadora? A matemática era vista como a vilã de todas as disciplinas, causa maior da reprovação.
 

 Esse aspecto precisava ser mudado. De qual forma? A matemática precisa ser uma ciência viva, dinâmica e, principalmente, significativa. É preciso despertar nos alunos o seu lado questionador, crítico, investigativo, assim como todo cientista age. Em seguida mostrar que a matemática está presente em nossas vidas desde o momento em que acordamos e que suas experiências anteriores, mesmo fora de sala, são de fundamental importância para o desenvolvimento da matemática como ciência. Sobre isso, Ubiratan D’Ambrosio destaca no Programa Etnomatemática:


O Programa Etnomatemática tem importantes implicações pedagógicas. Educação é, em geral, um exercício de criatividade. Muito mais que transmitir ao aprendente teorias e conceitos feitos, para que ele as memorize e repita quando solicitado em exames e testes, a educação deve fornecer ao aprendente os instrumentos comunicativos, analíticos e tecnológicos necessários para sua sobrevivência e transcendência. Esses instrumentos só farão sentido se referidos à cultura do aprendente ou explicitados como tendo sido adquiridos de outra cultura e inseridos num discurso crítico. O Programa Etnomatemática destaca a dinâmica e a crítica dessa aquisição.”


 A matemática precisa ser vista como uma ciência viva, útil à sociedade, significativa e prazerosa, deixando de ser um privilégio de poucos.
 

Por Marcelo Rigonatto
Especialista em Estatística e Modelagem Matemática
Equipe Brasil Escola

Trabalho Docente - Educador - Brasil Escola

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