Durante o Estado Novo, Getúlio Vargas desenvolveu uma política estrategista de dominação, que incluía, entre outras coisas, a propaganda. Inspirado nas técnicas de propagandas nazifascistas, em 1939 Vargas criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão subordinado diretamente ao presidente da República.
O DIP era o órgão responsável por produzir textos, programas de rádio, documentários cinematográficos e cartazes em que o presidente aparecia de forma bem paternalista. Além desse controle, o DIP exercia de forma severa a censura sobre os jornais, as revistas, o teatro, o cinema, a literatura, o rádio e as demais manifestações culturais. O rádio foi, sem dúvida, um dos órgãos mais fiscalizados, pois era o meio de comunicação que atingia as mais diversas classes.
O samba O Bonde de São Januário, de autoria de Wilson Batista, foi censurado. A letra original dizia: “O bonde de São Januário/leva mais um sócio otário/só eu não vou trabalhar”. O DIP determinou que a letra fosse modificada. Veja como a letra ficou:
O Bonde de São Januário
Quem trabalha é quem tem razão
Eu digo e não tenho medo de errar
O Bonde de São Januário leva mais um operário
Sou eu que vou trabalhar
Antigamente eu não tinha juízo
Mas hoje eu penso melhor no futuro
Graças a Deus sou feliz vivo muito bem
A boemia não dá camisa a ninguém
Passe bem!
Composição: Wilson Batista
Professor, ao trabalhar em sala de aula a letra de uma canção que passou pelo crivo da censura no Estado Novo é indispensável que seu aluno perceba:
Lembre-se de comentar e explicar que:
Peça ao seu aluno que:
Observação: Sugiro ao professor que recolha as atividades na aula seguinte e as avalie.
Por Lilian Aguiar
Graduada em História
Equipe Brasil Escola
Fonte: Brasil Escola - https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/musica-censura-na-era-vargas.htm