Adaptação na volta às aulas é feita em parceria da comunidade escolar e família

Especialista explica como auxiliar estudantes na adaptação à rotina escolar pós-férias e como perceber sinais de dificuldade de adequação ao dia a dia.

Em 12/08/2026 12h25 , atualizado em 12/08/2026 12h25

Foto de estudante em sala de aula
Especialista explica que cada aluno passa pela adaptação de forma diferente.
Crédito da Imagem: Foto - Shutterstock
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Grande parte das escolas já está na segunda semana de aulas pós-férias. Devido à alteração na rotina, a adaptação da volta às aulas nem sempre acontece facilmente. Renata Pestana, vice-diretora pedagógica do Instituto GayLussac, explica que cada aluno processa a adaptação de forma diferente.

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É preciso entender que, enquanto alguns estudantes anseiam pelo retorno, outros levam mais tempo na readaptação. A especialista ainda destaca que a adaptação depende de vários fatores, como o bem-estar emocional dos estudantes, além do sentimento de pertencimento e segurança nas relações.

"Assim como Maria Montessori defendia a importância de um ambiente organizado que favoreça a autonomia, entendemos que uma rotina previsível e afetiva oferece às crianças a confiança necessária para retomarem seu percurso de aprendizagem", explica Renata.

A parceria com a família é fundamental para garantir que a adaptação seja efetiva, já que sinais de que a adequação não está acontecendo da melhor forma. "Quando a resistência para ir à escola se prolonga, surgem mudanças importantes de humor, ansiedade excessiva, isolamento, queda no interesse pelas atividades", aponta a vice-diretora.

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Renata Pestana
Renata Pestana é vice-diretora pedagógica do Instituto GayLussac.
Crédito Divulgação.

Parceria entre escola e família na adaptação

O trabalho de adaptação de volta às aulas inicia antes mesmo do início do período de aulas, adequando os horários. Essas pequenas adequações da rotina precisam necessariamente da parceria com a família, tanto antes das aulas quanto após o começo. 

Renata Pestana sugere que familiares demonstrem interesse pelo cotidiano e acontecimentos do dia dos estudantes. "É importante conversar sobre o dia, interessar-se pelas descobertas, ouvir as dificuldades e valorizar os pequenos avanços. Crianças e adolescentes desenvolvem autonomia quando participam da organização da própria rotina e sentem que são capazes de assumir responsabilidades compatíveis com sua idade", explica.

O diálogo com crianças e adolescentes é uma forma de percepção dos sinais de que essa readaptação no segundo semestre não está sendo efetiva. A especialista aponta que, além de observar sinais comportamentais, o diálogo entre escola e família é fundamental para "identificar precocemente necessidades e construir estratégias que favoreçam o desenvolvimento integral de cada aluno".

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Estratégias para auxiliar a adaptação

Estimular a autonomia de estudantes é uma forma de garantir que eles possam engajar com suas próprias rotinas. A construção da autonomia é feita quando são oferecidas as possibilidades de escolhas aos estudantes, bem como organização de seus horários e participação em decisões diárias. Assim, é possível que crianças e adolescentes possam compreender as consequências de suas ações e escolhas.

O interesse pelo estudo pode seguir o mesmo caminho, segundo Renata, "projetos investigativos, resolução de problemas, experiências práticas, diálogo entre diferentes áreas do conhecimento despertam a curiosidade e tornam o aluno  protagonista do próprio aprendizado".

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Por Jade Vieira
Jornalista