O Dia dos Direitos Humanos é comemorado nesta quarta-feira, 10 de dezembro, em referência ao aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 10 de dezembro de 1948, foi anunciado o documento que determina e assegura todos os direitos básicos e liberdades dos seres humanos, independentemente do gênero, raça, etnia, religião, orientação sexual, bem como qualquer aspecto que torna cada pessoa única.
Apesar de alguns avanços, desigualdades, questões de violência e preconceito ainda assolam as sociedades. Nesse sentido, a educação se constitui como uma ferramenta para estimular o debate sobre esses temas e combater práticas descriminatórias.
"Quando uma criança ou um jovem se veem ou reconhecem o outro nas histórias, eles ampliam seu entendimento sobre o mundo e têm a oportunidade de passar a lidar melhor com diferenças, conflitos e sentimentos, compreendendo que a diversidade é parte natural da sociedade".
Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de literatura e informativos da SOMOS Educação
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5 livros para debater sobre direitos humanos com crianças e jovens
Fique por dentro de cinco obras que podem ser utilizadas por professores e pais para abordar temas de direitos humanos com crianças e jovens, compartilhadas por Laura Vecchioli.
Açúcar Amargo, de Luiz Puntel
Crédito: Divulgação.
O livro conta a história de Marta, uma jovem que trabalha na colheita e, aos poucos, passa a perceber a violação de seus direitos básicos. É nesse cenário violento e opressor que a protagonista encontra na luta social um caminho para reivindicar suas liberdades individuais. Indicado para crianças a partir dos 9 anos.
Carapintada: uma viagem pela resistência estudantil, de Renato Tapajós
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Renato Tapajós retrata a história e a importância sociopolítica do movimento estudantil por meio da história de Rodrigo, um jovem estudante que, ao participar de um protesto pelo impeachment do presidente Fernando Collor de Mello na década de 1990, se transporta para os anos rebeldes. Perdido no Brasil da década de 1960, durante a Ditadura Militar, Rodrigo se envolve na luta pela redemocratização do país. Recomendado para jovens autônomos.
Aprendiz do Futuro, de Gilberto Dimenstein
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Gilberto Dimenstein aborda de forma didática questões relacionadas à cidadania e aos direitos humanos, explorando como esses conceitos evoluíram ao longo do tempo e de que maneira continuam se transformando com o avanço da tecnologia. A leitura é indicada para crianças a partir de 10 anos.
O Grito do Hip Hop, de Luiz Puntel e Fátima Chaguri
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Toninho é um menino que cresceu em um bairro periférico de São Paulo. Enfrentando preconceitos e desigualdades na pele, o garoto encontra no ritmo e nas rimas do Hip Hop uma forma de expressar sua realidade e protestar contra a injustiça social. A leitura é recomendada a partir dos 9 anos.
O que é que eu posso fazer?, de Tânia Alexandre Martinelli
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Ao ser assaltado por dois adolescentes, Thiago reflete sobre as desigualdades presentes na sociedade contemporânea e no que poderia ser feito para que outras pessoas não tivessem o mesmo destino que os jovens infratores. Leitura recomendada para crianças que já leem com autonomia.
Videoaula sobre direitos humanos
Saiba mais sobre o que são direitos humanos e sua importância na videoaula a seguir:
Lucas Afonso
Jornalista