Especialista lista 5 hábitos que ajudam a preservar infância em um mundo hiperconectado

Estudo aponta que 78% das crianças de zero a três são expostas diariamente às telas

Em 14/04/2026 15h20 , atualizado em 14/04/2026 15h25

Crianças com celulares sentadas em círculo no chão
Consumo de telas entre crianças é elevado e supera limite recomendado.
Crédito da Imagem: Foto - Divulgação / UFF
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A realidade marcada por telas e uma vida cada vez mais hiperconectada evidencia desafios e questões que podem afetar o desenvolvimento de crianças que tem utilizado cada vez mais telas.

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Entre os problemas já percebidos que são causados pela presença massiva da conectividade, estão: sobrecarga de informação, ansiedade, isolamento social e vício em telas.

Pesquisa desenvolvida pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Instituto Datafolha, aponta que 78% das crianças de zero a três anos estão expostas diariamente às telas. No caso dos pequenos de 4 a 6 anos, a taxa chega a 94%.

Esse mesmo estudo mostra que crianças de zero a dois anos ficam em média duas horas por dia utilizando telas. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças nesta faixa etária não tenham contato com telas.

O uso recomendado para quem tem de 2 a 5 anos é de até uma hora por dia, de 6 a 10 anos, entre uma e duas horas.

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5 hábitos que ajudam a preservar a infância em um mundo hiperconectado

Confira 5 hábitos que ajudam a preservar a infância em um mundo hiperconectado, segundo Fernanda Freitas, coordenadora pedagógica da Beacon School:

1) Garanta tempo para brincar sem telas

O brincar ocupa um lugar central no desenvolvimento das crianças pequenas. É por meio das experiências lúdicas que elas exploram o mundo, constroem significados e expressam suas ideias, sentimentos e pensamentos de diferentes formas. “É fundamental priorizar, na primeira infância, vivências concretas, interações e brincadeiras que fomentem a imaginação, a criatividade e as relações com o outro e com o entorno”, diz a especialista.

2) Incentive curiosidade e perguntas

Quando a criança é vista como protagonista de suas aprendizagens, ela encontra espaços para explorar e investigar o mundo ao seu redor com autonomia e curiosidade. "Boas perguntas oferecem às crianças a possibilidade de ampliar seu repertório, bem como de compartilhar suas percepções", afirma Fernanda.

3) Valorize experiências ao ar livre

As crianças nascem curiosas e, em contato com a natureza, ampliam suas vivências. Para Fernanda Freitas, as experiências ao ar livre em diferentes espaços dentro e fora da escola despertam os sentidos, convidam à novas explorações e descobertas, fortalecendo a imaginação, a autonomia e as relações com o meio ambiente.

Crianças em atividade lúdica ao ar livre.
Atividade lúdica ao ar livre é um dos hábitos que podem ajudar a preservar a infância em uma realidade cada vez mais conectada.
Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil.

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4) Estimule leitura desde cedo

A primeira infância é a fase da vida em que as crianças aprendem a simbolizar. É preciso garantir o brincar, o ouvir, contar e recontar histórias para enriquecer a capacidade de pensar. A presença de livros no cotidiano da criança ajuda a formar o comportamento leitor, amplia o repertório e aguça a imaginação.

5) Respeite o ritmo da criança

O tempo da criança não deve ser apressado. É preciso acompanhá-la com escuta e presença atenta, oferecendo caminhos para explorar e investigar o mundo ao redor, sempre respeitando seus interesses, sua curiosidade e seu próprio ritmo. Um currículo que olha e respeita a corporeidade e temporalidade da criança valoriza suas múltiplas linguagens validando as experiências individuais de cada criança.

Fernanda Freitas
Fernanda Freitas, coordenadora pedagógica da Beacon School.
Crédito: Divulgação.

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Por Lucas Afonso
Jornalista