Especialista compartilha estratégias para estimular protagonismo dos estudantes

Metodologias de aprendizagem ativa são cada vez mais defendidas por especialistas em educação

Em 24/08/2026 15h20 , atualizado em 24/08/2026 15h22

Professor e estudantes em sala de aula
Especialistas defendem o protagonismo estudantil para o processo de aprendizagem.
Crédito da Imagem: Foto - Shutterstock
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Metodologias que estimulam o protagonismo e a aprendizagem ativa dos estudantes têm sido cada vez mais defendidas por especialistas. 

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Essas estratégias se consolidam quando o aluno é posicionado no centro do processo educativo. O foco é impulsionar a autonomia na busca pelo conhecimento, bem como a colaboração, criatividade e o pensamento crítico.

"Assim, as crianças e os adolescentes aprendem em ação, ao investigar, criar e aplicar saberes para resolver problemas reais, superando a postura passiva de receptores de conhecimento."

Bruno Alvarez, head de Ensino e Inovações da Geekie Educação

Nesse formato, o educador possui o papel de facilitador, orientador e mediador da aprendizagem.

Bruno afirma que "em vez de transmitir conteúdos, ele acompanha o processo de construção do conhecimento, oferecendo apoio, esclarecendo dúvidas e incentivando a autonomia e a reflexão".

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Dicas e estratégias para estimular o protagonismo dos estudantes

Confira, a seguir, estratégias que estimulam o protagonismo dos estudantes e impulsionam a aprendizagem ativa, segundo Bruno Alvarez:

Gamificação

A gamificação consiste no uso de elementos de jogos (pontos, fases, medalhas, rankings e narrativas) na aprendizagem de determinado conteúdo.

O objetivo é aumentar o engajamento e a motivação dos alunos, transformando o aprendizado em um desafio mais lúdico. Por exemplo, um quiz sobre os biomas brasileiros, em que o acerto das respostas se traduz em ganho de pontos, passagem para nova etapa dop jogo e conquista de medalhas.

Rotação por estações

A turma é dividida em grupos que se revezam entre diferentes "estações" de atividades na sala de aula ou em outros espaços. Cada estação tem uma tarefa diferente sobre o mesmo tema, e os alunos circulam por todas elas após um tempo determinado.

Por exemplo, em uma atividade de leitura e interpretação de texto, a primeira estação pode ser a leitura individual do texto; a segunda, respostas em grupo a perguntas elaboradas previamente pelo professor; a terceira, a produção coletiva de um novo texto, dando um desfecho para a história.

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Aprendizagem baseada em projetos/aprendizagem baseada em problemas

A partir de um desafio ou pergunta norteadora, os alunos, organizados em grupos, pesquisam e investigam determinado assunto, trocando suas percepções, mobilizando saberes e construindo conhecimentos.

O resultado pode ser algo concreto, como o desenvolvimento de um protótipo, um vídeo, uma campanha ou um evento.

Sala de aula invertida (flipped classroom)

O aluno tem o primeiro contato com o conteúdo teórico sozinho, no seu próprio ritmo, estudando por meio de materiais físicos, digitais e videoaulas indicados pelo professor.

Posteriormente, na escola, já com esse conhecimento prévio, a sala de aula se torna um espaço ativo para debates, resolução de dúvidas e projetos em grupo.

Propostas como as destacadas acima são interessantes para tornar a aprendizagem mais "dinâmica, contextualizada e relevante", o que favorece competências e habilidades fundamentais para as crianças e adolescentes, argumenta Bruno. 

Bruno Alvarez
Bruno Alvarez, head de Ensino e Inovações da Geekie Educação.
Crédito: Divulgação / Geekie.

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Por Lucas Afonso 
Jornalista