Especialistas destacam 5 tendências para a educação em 2026

Aspectos socioemocionais e aprendizagem personalizada com Inteligência Artificial (IA) estão entre as tendências educacionais para 2026

Em 15/01/2026 16h56 , atualizado em 16/01/2026 14h46

Estudantes em sala de aula, fundo azul
Inteligência Artificial na educação está entre as tendências para 2026.
Crédito da Imagem: Foto - Elza Fiúza / Agência Brasília
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A educação é um campo constantemente afetado pelas transformações digitais e está relacionada aos desafios sociais que permeiam questões do processo de ensino e aprendizagem. 

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Para o ano de 2026, tendências educacionais devem movimentar o setor e exigir uma preparação para os profissionais da área, tanto professores quanto gestores escolares.

Entre as tendências destacadas por especialistas para este ano estão a aprendizagem personalizada com Inteligência Artificial (IA), inclusão de temas transversais nas práticas pedagógicas e saúde mental dos professores e estudantes. 

Para a Doutora em Educação e especialista em psicopedagogia, Adelir Marinho, algumas tendências tem se consolidado como resposta às necessidades reais da infância contemporânea. 

Segundo Talita Fagundes, especialista da plataforma par, o avanço tecnológico na educação apresenta novas perspectivas e possibilidades, tais como ferramentas interativas e gamificadas que combinam tecnologia com eficiência pedagógica que têm gerado resultados expressivos na aprendizagem.

Confira: Governo Federal aprova lei que integra professores da educação infantil à carreira de magistério

5 tendências para a educação em 2026

Fique por dentro de 5 tendências para a educação neste ano, destacadas por especialista e direcionadas a professores e gestores escolares.

Saúde mental dos professores e estudantes

Por muito tempo, as instituições escolares tiveram um foco muito direcionado na gestão curricular com uma preocupação significativa com as entregas de aprendizagem. Na visão de Anny Carneiro Santos, assessora pedagógica da Rede Pitágoras, o contexto social e cultural dos últimos anos evidencia que a aprendizagem satisfatória é conquistada ao ter saúde mental. 

Com a isso, Anny reforça que o educador se torna mediador do processo, que além de trabalhar os conteúdos escolares e competências, passa a apresentar projetos de vida aos alunos. 

Leia também: Quem cuida de quem ensina? Uma análise sobre a saúde mental dos professores 

Inteligência Artificial, pensamento computacional e educação midiática

Escolas e sistemas de ensino tem trabalhado cada vez mais com a inserção da IA no contexto educacional. Nesse sentido, o trabalho escolar com a IA pode ser uma estratégia, uma oportunidade de trazer a educação um pouco mais para o presente, pontua Anny. 

Quanto ao pensamento computacional, a assessora pedagógica explica que ele consiste em "destrinchar problemas reais e conseguir resolver esses problemas de forma que o estudante tenha capacidade de categorizar". Já a educação midiática é saber "lidar com isso tudo", enfatiza.

"Tenho a inteligência artificial como uma grande ferramenta. O pensamento computacional como as minhas habilidades de saber o que fazer com ela e a educação midiática como as estratégias que eu tenho para analisar e tomar decisões daquilo que eu consigo usar no meio digital e como eu consigo produzir conteúdo também no meio digital. Essa é a grande tendência, tanto para as profissões do futuro, quanto para as aprendizagens de alta performance e nós como professores não podemos ficar desligados e fora dessa discussão."

Anny Carneiro Santos

Veja: ChatGPT na educação - Vantagens, desvantagens e impactos 

Ensino e aprendizagem socioemocionais

É preciso, na opinião de Anny, olhar para as demandas socioemocionais que os próprios estudantes levam e incorporá-las na sala de aula. A intenção é direcionar esse núcleo socioemocional em todos os componentes curriculares, afirma.

Aprendizagem personalizada com IA 

Personalizar a educação a partir da IA consiste em construir estratégias de ensino para as necessidades educacionais de cada estudante a partir do uso da ferramenta. Para a especialista, a IA apoia o professor a construir esse planejamento e a trazer insights a partir de comandos direcionados.

Contextos digitais para formatos mais flexíveis de ensino

Inserir os contextos digitais na realidade escolar envolve pensar na flexibilidade de tempo, no ensino adaptativo, nas metodologias ativas, bem como no engajamento do estudante. Hoje o aluno é um ser digital e a escola não pode ficar de fora desse contexto e deve trabalhar a partir dele para fins pedagógicos, argumenta Anny Carneiro. 

Fontes da matéria sobre as tendências educacionais para 2026
Da esquerda para direita: Anny Carneiro Santos, Adelir Marinho e Talita Fagundes.
Créditos: Arquivo.

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Tendências educacionais para a educação infantil

A psicopedagoga Adelir Marinho destaca tendências educacionais para a educação infantil em 2026:

  • Valorização do brincar livre e das experiências corporais: entendendo o corpo como eixo central do desenvolvimento infantil;

  • Retomada da escuta ativa das crianças: reconhecendo-as como sujeitos de direitos e protagonistas de suas aprendizagens;

  • Fortalecimento da educação socioemocional: sem antecipação de conteúdos escolares, mas com foco nas relações, no cuidado e na convivência;

  • Redução do uso de telas no ambiente escolar: priorizando experiências sensoriais, interações presenciais e vivências concretas.

Segundo a profissional, essas tendências não devem ser compreendidas como modismos pedagógicos, mas como respostas éticas e científicas a um contexto que tem impactado diretamente o desenvolvimento infantil.

 

Por Lucas Afonso
Jornalista