Práticas pedagógicas para a melhoria da educação inclusiva

Especialistas apontam que comunidade escolar e familiar devem trabalhar de forma conjunta para garantir o acesso à educação.

Em 03/02/2026 12h22 , atualizado em 04/02/2026 08h49

Foto de alunos com professores em sala de aula. Texto: título da notícia.
A educação inclusiva é relacionada à essencia da equidade no processo de ensino.
Crédito da Imagem: Foto - Shutterstock
Imprimir
A+
A-
Compartilhar
Facebook
X
WhatsApp
Play
Ouça o texto abaixo!
1x

No último trimestre do ano passado foi aprovado o Plano Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI). Com o início das aulas, é importante relembrar os princípios do programa a serem implementados em sala de aula, como o acesso à educação como direito universal e a igualdade de oportunidades.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Para atender de forma satisfatória, é fundamental que o ambiente escolar conte com profissionais capacitados, e que saibam que a educação inclusiva é ampla. Diego Matos, gerente de operações no Poliedro Sistema de Ensino, explica que a educação inclusiva está relacionada à própria essência da educação e a garantia de equidade no processo de ensino.

A educação inclusiva deve considerar individualidade de cada aluno, incluindo suas condições, transtornos e neurodivergências. Assim garantirá o direito de aprendizagem de cada aluno, a psicóloga, psicopedagoga e autora da Rede Pitágoras, Stella Maris Bicalho de Paiva, aponta que a mediação é o melhor caminho para isso.

Leia também: Conheça o Plano Nacional de Educação Inclusiva e melhorias aplicadas no programa

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Como trabalhar a educação inclusiva?

Para que a educação inclusiva seja efetiva, é preciso que, além do corpo docente das escolas, os demais profissionais que atuam nela também assumam esse compromisso. Segundo Diego matos, é preciso que toda comunidade escolar esteja “predisposta a acolher e contribuir com os alunos e suas famílias, que buscam não apenas estratégias pedagógicas, mas também acolhimento e orientação”.

Stella Maris sugere que os professores devem saber as necessidades dos alunos, mas, especialmente, devem saber suas potencialidades. Assim poderão trabalhar “atividades e dialogar a partir do que o estudante consegue desenvolver, e, a partir disso, estabelecer novos desafios de maneira individualizada”, propõe.

O trabalho com os alunos deve ser feito alinhado aos valores trazidos de casa, como respeito, empatia, cooperação, afeto. Assim é realizado uma inclusão entre escola e família que possibilita o aluno alcançar o potencial máximo de seu aprendizado.

Diego esclarece que os marcos comparativos de cada alunos são diferentes. No entanto, ele garante que “é dever do sistema educacional garantir avanços contínuos, promovendo autonomia, cidadania, pensamento crítico, repertório cultural e autoconhecimento”.

Veja também: Entenda como professores podem promover saúde socioemocional dos alunos no início do ano letivo

Diego Matos e Stella Maris
Diego Matos e Stella Maris, respectivamente.
Crédito: Divulgação

Práticas pedagógicas para educação inclusiva

As estratégias da educação inclusiva devem ser compreendidas como um repertório que permite professores e mediadores de turma estarem preparados para lidar com diferentes contextos, perfis de alunos e situações cotidianas, como explica Diego.

Para auxiliar professores e familiares a promover e garantir o acesso à educação inclusiva, Stella destaca 5 práticas pedagógicas que contribuem na melhorai do desempenhos de alunos:

  1. Procure ter diálogos abertos entre família e escola: é essencial conhecer o aluno e a melhor forma de fazer isso é por meio de uma conversa aberta com os familiares. De acordo com a especialista, os familiares devem confiar na escola e informar o que podem auxiliar no processo de desenvolvimento de filho. A relação deve ser de parceria, trocas constantes e respeito;

  2. Faça uma adaptação curricular: essa ação somente será possível após conhecer o aluno, identificando como ele se comporta e de que forma desenvolve as atividades. Lembrando que a escola é um espaço coletivo, por isso, após essa etapa, será necessário verificar suas necessidades específicas e elaborar o um Plano de Desenvolvimento Individualizado (PEI) para fazer adaptações curriculares necessárias;

  3. Proponha atividades que atendam as diversas deficiências: sejam elas sensoriais, motoras e cognitivas. Por meio dessas atividades, todos os alunos poderão vivenciar e conhecer melhor as necessidades dos colegas;

  4. Faça atividades inclusivas: envolver todos os alunos para que possam conhecer uns aos outros trabalhará empatia, resolução de conflitos, tolerância, respeito as necessidades de cada um e cooperação;

  5. Seja flexível: fazer ajustes na didática sempre será necessário. “Não adianta dizer que fez a melhor adaptação curricular se, para um aluno, não estiver funcionando”, comenta a psicóloga. Por isso, sempre que necessário, o indicado é rever e refazer adaptações quantas vezes for necessário.

Veja também: Sistema Nacional de Educação é sancionado pelo Governo Federal: saiba o que é o SNE

 

Por Jade Vieira
Jornalista