Setembro Amarelo: confira 5 dicas para cuidar da saúde mental dos estudantes

Confira dicas sobre o cuidado da saúde mental dos estudantes, segundo gerente pedagógica

Em 15/09/2026 18h08 , atualizado em 15/09/2026 18h16

Professora aconselha estudante
No mês de setembro, campanha conscientiza sobre saúde mental.
Crédito da Imagem: Foto - Shutterstock
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O Setembro Amarelo é uma campanha nacional que conscientiza sobre saúde mental e valorização da vida no Brasil. Esse assunto tem se fortalecido a cada ano e um dos ambientes fundamentais para o debate é a escola.

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O aspecto emocional influencia no processo de aprendizagem, defendem especialistas. Dessa forma, é essencial que os estudantes desenvolvam autoconhecimento e autorregulação emocional para se manterem mais motivados e aprenderem a lidar melhor com o erro.

“Do ponto de vista do desenvolvimento humano, uma criança ou adolescente em sofrimento emocional simplesmente não consegue acessar plenamente suas funções cognitivas, como a atenção, a memória, a capacidade de raciocínio lógico”

Rafaela Perim, gerente pedagógica da Escola da Inteligência 

A especialista lembra também que a profissão dos professores conta com uma alta demanda de regulação emocional. O vínculo pedagógico saudável é um preditor de aprendizagem significativa, que depende de presença, escuta e disponibilidade emocional dos dois lados, argumenta Rafaela.

Dessa forma, o cuidado da saúde mental é importante para sustentar a comunidade escolar. Na opinião de Rafaela, não é uma pauta paralela à educação, mas sim a própria educação. "Formar seres humanos integrais exige colocar o desenvolvimento socioemocional no mesmo patamar de importância que o desenvolvimento cognitivo", afirma. 

Leia também: 5 estratégias para ajudar a criança a escrever e ler melhor 

5 dicas para cuidar da saúde mental dos estudantes

Confira dicas para cuidar da saúde mental dos estudantes, segundo Rafaela Perim: 

1) Estruturar um programa contínuo de educação socioemocional – e não ações pontuais

Uma palestra isolada ou uma "semana da saúde mental" geram sensibilização, mas não transformam a cultura escolar.

O que realmente muda o ambiente escolar é a prática sistemática, ao longo de todo o ano letivo, trabalhando habilidades como autorregulação, empatia e resolução de conflitos de forma progressiva e respeitando o momento de desenvolvimento de cada faixa etária.

É preciso ter um currículo de desenvolvimento socioemocional, que seja contínuo, sistematizado, acompanhado e mensurado.

2) Criar espaços legítimos de escuta para os alunos

Muito do sofrimento emocional infantojuvenil permanece invisível simplesmente porque não existe, dentro da rotina escolar, um espaço formal e seguro para a criança colocar em palavras o que sente. Rodas de conversa, check-ins emocionais no início da aula, ou a presença de um profissional de referência ajudam a identificar sinais de alerta antes que eles se agravem.

3) Capacitar os educadores para reconhecer sinais de sofrimento emocional

O professor não precisa, nem deve, ser terapeuta. Mas precisa ter segurança para reconhecer mudanças de comportamento, isolamento, queda abrupta de rendimento ou sinais de ansiedade. E, também, saber como acolher e encaminhar esse aluno dentro de um fluxo institucional claro. Formação continuada nesse sentido não é opcional, é estrutural.

4) Olhar com igual cuidado para a saúde mental do próprio professor

Não existe coerência em pedir que o educador cuide da saúde emocional dos alunos se a escola não cuida da saúde emocional dele. Isso passa por carga horária equilibrada, espaços de acolhimento entre pares, formação em inteligência emocional voltada também para os adultos da escola e uma cultura institucional que reconheça o esgotamento docente como um problema estrutural, e não como falta de vocação.

5) Construir uma parceria genuína com as famílias

A saúde mental de uma criança não se desenvolve em um ambiente isolado. É essencial que a escola compartilhe com as famílias o que está sendo trabalhado, oriente sobre sinais de alerta e mantenha um canal de comunicação aberto.

Isso pode acontecer por meio de materiais orientativos, palestras e encontros formativos voltados aos pais e responsáveis. É importante que a família também desenvolva repertório para lidar com as emoções dos filhos em casa, e não fique sozinha diante de questões que, muitas vezes, não sabe como conduzir.

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Vídeo sobre Setembro Amarelo

Fique por dentro de mais informações sobre os debates do Setembro Amarelo com o médico psiquiatra Sávio Teixeira:

Autor: Lucas Afonso
Escrito por Lucas Afonso Jornalista pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e bacharel em Educação Física pelo Centro Universitário Internacional (Uninter).