Brincadeiras são oportunidades de vivenciar o Dia das Crianças tanto no ambiente familiar quanto entre amigos ou na escola. Para além da diversão do brincar, essas vivências permitem o movimento do corpo, experimentar possibilidades e construção de relações significativas para a infância.
Dessa forma, atividades de brincadeiras contribuem na construção de memórias afetivas das crianças. Especialistas defendem a participação das e dos professores, assim como dos pais e familiares nesses momentos de fruição.
Habilidades físicas, sociais e cognitivas podem ser desenvolvidas a partir das brincadeiras. Além disso, é uma forma de ocupar os pequenos longe do consumo das telas.
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Fique por dentro de dicas de brincadeiras compartilhadas por Priscila Campanholo, especialista de soluções educacionais da Geekie Educação e Regina Tolentino, especialista pedagógica do Sistema Positivo:
Quem nunca brincou de “A canoa virou”? Nessa brincadeira brasileira, as crianças dão as mãos e giram em roda cantando a música tradicional. Ao dizer o nome de um colega que "não soube remar", essa criança vira de costas para o centro, continuando de mãos dadas até todos virarem.
Viver desafios motores é uma grande diversão e, por isso, construir circuitos de obstáculos pode ser uma boa pedida para as crianças. Para isso, é preciso organizar elementos (gravetos, almofadas, bambolês, por exemplo) em um percurso delimitado por objetos e marcações no chão, para que as crianças saltem, corram, engatinhem, equilibrem-se.
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Vamos variar o tradicional pega-pega? Mamba é uma brincadeira de origem africana em que um pegador, “Mamba”, precisa tocar/pegar outras crianças. Quem for pego pela Mamba, segura em sua cintura, formando uma grande cobra que caça junto. A brincadeira fica mais interessante com quatro ou mais participantes.
De origem moçambicana, essa brincadeira não requer grande preparação: uma linha riscada no chão divide os lados "Terra" e "Mar". Ao comando do orientador, os participantes pulam para o lado indicado. Quem errar o comando sai temporariamente da rodada.
O jogo Shisima é originário do Quênia e precisa da preparação de um tabuleiro octogonal simples, em papel, e seis peças, que podem ser tampinhas, botões ou peões. É para ser jogada em duplas. O objetivo do jogo é que os participantes movam as peças buscando alinhar três peças em linha reta no centro.
O Jogo da Onça tem sua origem na cultura indígena brasileira e também prevê a preparação de um tabuleiro assimétrico em que um jogador controla a "Onça" (que tenta capturar 5 cachorros) e o outro controla 14 "Cachorros" (que tentam cercar a onça).
Após ler um livro infantil, as crianças desenham os personagens, cortam em papel-cartão, fixam em palitos e encenam a história atrás de um lençol iluminado por lanterna.
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Escolha tecidos leves e coloridos e deixe que eles façam uma verdadeira dança diante dos bebês. Movimente o pano devagar, ora mais alto, ora mais baixo, aproximando e afastando, criando pequenas surpresas. Depois, ofereça o tecido para que os bebês possam tocar, agarrar, puxar, amassar e descobrir suas diferentes texturas. Também vale brincar de esconder o rosto atrás do pano e reaparecer, criando momentos de expectativa e riso.
Prepare um cesto baixo com objetos grandes, seguros e interessantes ao toque. Coloque diferentes materiais para que os bebês possam explorar livremente: pegar, soltar, bater, sacudir, apertar, observar e descobrir. Não é preciso conduzir cada ação. O mais gostoso é acompanhar as descobertas e entrar na brincadeira quando o bebê convidar.
Como brincar: a brincadeira começa com um desafio simples: será que conseguimos fazer a peteca permanecer no ar? Em duplas, rodas ou pequenos grupos, cada criança bate na peteca com a palma da mão e tenta passá-la para outra pessoa. Quando ela cai, ninguém perde: é só pegar e começar novamente. Para deixar a brincadeira mais animada, o grupo pode tentar descobrir quantas batidas consegue dar antes que a peteca toque o chão.
Convide as famílias a compartilhar uma lembrança: “Qual brincadeira você mais gostava de brincar quando era criança?”. Reúna as respostas e transforme-as em um pequeno repertório de brincadeiras da turma. Ao longo dos dias, escolha algumas para experimentar.
E que tal tornar o encontro ainda mais especial? Convide familiares para entrarem na roda e ensinarem uma brincadeira que marcou sua infância. Assim, crianças e adultos podem brincar juntos e descobrir que algumas diversões atravessam gerações.
Como brincar: convide as crianças para uma pequena expedição pelos espaços verdes da escola. A missão é observar o que normalmente passa despercebido.
Folhas, sementes, gravetos, pétalas e pequenos pedaços de casca que já estejam caídos no chão podem virar verdadeiros tesouros. As crianças podem comparar cores, formas e texturas e montar uma coleção em suas cartelas.
Ao final, todos podem organizar juntos uma pequena exposição das descobertas.
Duas crianças juntam as mãos e levantam os braços formando uma toca. Outra criança fica dentro dela, como um coelho. Algumas crianças ficam sem toca.
Quando o professor ou professora anuncia: “Coelho, sai da toca: um, dois, três!”, os coelhos saem correndo para encontrar uma nova toca. A cada rodada, troque os papéis para que todos possam experimentar ser coelho e toca.
Para variar, as tocas podem ser marcadas com bambolês (arcos) ou desenhadas no chão.
Um participante assume o papel de Rei ou Rainha. O jogo começa com a frase:
“Seu Rei mandou!”
E todos respondem:
“Fazer o quê?”
A partir daí, começa a diversão. O Rei pode mandar andar como caranguejo, pular como sapo, andar de costas, imitar um cachorro, procurar alguma coisa de determinada cor, dar um abraço em alguém ou inventar uma missão engraçada para o grupo.
Depois de algumas rodadas, entregue a coroa para outra criança. Assim, todo mundo pode experimentar inventar comandos.
Escolha alguns cantinhos da escola e prepare pistas que levem as crianças de um lugar a outro. Elas podem encontrar desenhos, pequenas charadas, imagens, rimas ou desafios divertidos pelo caminho.
Uma pista pode pedir que todos deem cinco pulos. Outra pode indicar que procurem algo perto de uma árvore. Outra pode levá-los até a biblioteca.
No final, o grupo encontra um tesouro preparado para todos compartilharem.
O tesouro não precisa ser um prêmio. Pode ser uma caixa com livros, objetos interessantes, elementos da natureza ou uma surpresa preparada pelo professor ou professora.
Diminua a iluminação de uma sala e transforme as paredes em um grande palco de luz e sombra. Com lanternas, as crianças podem descobrir o que acontece quando aproximam ou afastam as mãos da luz, criar animais com os dedos e inventar personagens.
Também é possível preparar pequenas silhuetas de animais e projetá-las sobre um lençol branco.
Para os bebês, a experiência pode ser mais simples: uma luz suave se movimentando lentamente pode despertar curiosidade e convidá-los a acompanhar seu percurso com o olhar.
Prepare uma grande roda e coloque o corpo para brincar. Escolha músicas, cantigas e ritmos de diferentes regiões brasileiras e convide as crianças a dançar, girar, bater palmas, inventar passos e acompanhar os colegas.
Não é preciso ensinar uma coreografia pronta. A graça está justamente em experimentar diferentes movimentos e perceber que cada música pode provocar uma maneira diferente de brincar.
Entre uma música e outra, o professor ou professora pode apresentar o nome do ritmo ou contar de onde ele veio.
A brincadeira começa com os comandos conhecidos: “Morto!” e “Vivo!”. Mas, desta vez, podemos aumentar a diversão criando novos comandos.
“Gigante!”: ficar bem alto, com braços esticados.
“Bebê!”: andar agachado.
“Pipoca!”: pular várias vezes.
“Estátua!”: parar completamente em uma pose engraçada.
O professor pode inventar outros comandos junto com as crianças e deixar que elas também criem seus próprios movimentos.
E aqui ninguém sai da brincadeira porque errou. A ideia é a diversão.
Materiais: nenhum obrigatoriamente. Um pandeiro, chocalho ou outro instrumento pode acompanhar os comandos.
Onde brincar: pátio, quadra, gramado ou sala ampla.
Transforme o espaço em um pequeno percurso de aventuras. Monte diferentes desafios para as crianças atravessarem: passar por um túnel, caminhar sobre uma linha, pular dentro dos bambolês (arcos), subir e descer de um banco baixo e terminar com uma estação de dança.
O professor pode fazer o percurso primeiro, entrar na brincadeira e até inventar uma história para acompanhar o circuito: atravessar uma floresta, passar por uma ponte, pular em pedras imaginárias e chegar à festa final.
Cada criança pode fazer o percurso do seu jeito e no seu tempo.
Imagine uma enorme teia montada no espaço! Use elástico largo para criar um trançado entre pontos firmes e seguros. O desafio é atravessar a “cama de gato” sem encostar nas tiras.
As crianças podem experimentar diferentes caminhos: passar por baixo, por cima ou encontrar um espaço para atravessar. Para deixar a aventura ainda mais divertida, o professor pode criar uma história: “Precisamos atravessar a teia sem acordar o gato!”
Materiais: elástico largo e resistente.
Onde brincar: espaço externo ou pátio que permita uma montagem firme e segura.
Importante: a estrutura deve ser preparada e conferida previamente pelo adulto. O elástico precisa estar muito bem preso e em uma altura adequada para a faixa etária.
Créditos das imagens
[1] Fabio Rodrigues Pozzebom / Arquivo / Agência Brasil
[2] Flying Camera / Shutterstock
Fontes
Priscila Campanholo, especialista de soluções educacionais da Geekie Educação.
Regina Tolentino, especialista pedagógica do Sistema Positivo.
Fonte: Brasil Escola - https://educador.brasilescola.uol.com.br/orientacoes/brincar-linguagem-das-criancas.htm