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Ler, Leitura, Leituras

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Novos mecanismos – Novas leituras

Os maiores desafios impostos à educação nos dias de hoje estão ligados às interfaces da Leitura, do ato de Ler, e das ações de compreensão e interpretação daquilo que foi lido. Grande parte de nossos alunos concluem a educação básica sem domínio da leitura convencional, sem saber interpretar e compreender as múltiplas abordagens que a leitura pode emplacar.

A cultura do papel, da escrita impressa, permitiu ao homem a construção de saberes historicamente produzidos ao longo dos séculos. A arte de ler, desde a retórica na Grécia Antiga, já era fator de status, de soberania e de intelecto. Ao homem moderno coube a salutar tarefa de renovar as formas de se reproduzir a leitura e redesenhar seu papel na sociedade moderna.

Fazer com que exista uma transformação entre o estado de Leitura e o de Leituras é necessário, cabe ao professor entender que essa atividade deve ser mobilizada globalmente, devendo perpassar todas as áreas do conhecimento, manifestando-se nos aspectos de produção, expressão oral e escrita, emocional e afetivo.

Embora não se pretenda embutir a culpa do analfabetismo funcional no sistema educacional, é importante ressaltar que os métodos de ensino podem interferir nos processos de aquisição de leitura. Em uma sala de aula onde o aluno vive na passividade, não opina e não questiona, logo, ele não vai “errar”, inexistindo a ação problematizadora que é nata da participação, que vê na ação de errar a ponte para o acerto, para fazer bem feito. Daí as razões da alfabetização e do letramento.

Referir a reprodução da leitura pelo homem moderno é permitir que se rompa com o paradigma da escrita impressa, da “cultura do papel”, é aceitar a tecnologia como mecanismo de ação para aprendizagem, seja para leitura ou para qualquer outra produção cognitiva. Na internet, por exemplo, encontramos uma vasta bagagem de aplicações voltadas para a área educacional: divulgações acadêmicas, pesquisas, comunicação (fóruns, simpósios, vídeo conferências, etc.), não se pode renegar a contribuição tecnológica para a educação, bem como sua faceta para o acesso à leitura e para compreensão do mundo moderno.
O ato de ler requer incentivo, o hábito de ler requer gosto, prazer de ler, desejo e curiosidade. E isso é valido para leitores mirins, juvenis e mais experientes; quem nunca leu o final da história de um bom livro em razão da ansiedade e curiosidade provocada pela leitura prazerosa? O prazer de ler está interligado não somente à necessidade da leitura, mas à aproximação estabelecida entre o sujeito leitor e o fascínio da obra literária.

A amplitude do mundo da leitura é tão grande quanto a nossa capacidade de pensar. Ler, produzir, criar, compreender, interpretar, ouvir e contar histórias são pequenas centelhas do que a leitura pode proporcionar. Ao homem fica a tarefa de ressignifar os mecanismos de acesso à leitura e o redesenho de seu próprio papel na sociedade moderna, o de capacitar o leitor a descobrir a si mesmo, e de aprender a incrível e perene arte de ler a vida e de compreender as entrelinhas que movem o mundo.

Por Giuliano Freitas
Graduado em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

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