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Crise de 1929 x Crise de 2008

Estratégias de ensino-aprendizagem

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Exponha as marcas da Crise Financeira de 2008, tendo a Crise de 1929 como referência.

Nos últimos vestibulares, notamos que as questões de História vêm procurando estabelecer elos de comparação entre o passado e o presente. Esse tipo de exercício tem por objetivo, na maioria dos casos, expor que a nossa realidade presente está contaminada por ações que se desenvolveram em outro tempo. De tal modo, mais que uma matéria de museu, a História se transforma em uma útil ferramenta de reflexão, destinada a ampliar os nossos horizontes.

Observando essa tendência, convidamos o professor a realizar um trabalho comparativo envolvendo a história do sistema capitalista. Nessa aula, indicamos um debate sobre as continuidades e diferenças presentes na Crise de 1929 e a Crise Internacional de 2008. Sendo um assunto de recente relevância, acreditamos que ele possa empreender uma rica discussão, envolvendo a característica de cada um desses eventos que marcaram um momento de instabilidade desse sistema econômico.

Para tanto, indicamos a exposição da seguinte charge:
 


Disponível em <http://agenciasubverta.blogspot.com> e capturado em novembro de 2009.

Claramente próxima à intenção da aula, esta charge se vale de um acontecimento relacionado à Crise de 1929, para então traçar uma diferença com a recente Crise de 2008. Na primeira situação, o chargista recupera algo que realmente aconteceu naquela época: vários investidores que perderam seus recursos na bolsa de valores se jogaram do alto dos prédios ao perceberem que tinham perdido quase todos os seus rendimentos.

Teria acontecido o mesmo na crise de 2008? Logicamente que, ao observar o restante da charge, vemos que o tal investidor lança outras pessoas do alto dos prédios. Mas isso, nem de longe, significou que os empresários e investidores contemporâneos saíram por aí matando as pessoas para exprimirem sua frustração. Então, qual seria a mensagem que o chargista pretendia repassar com o segundo quadro?

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Buscando a participação dos alunos para responder ao questionamento, podemos ver que a segunda parte da charge sugere que a crise veio a atingir diretamente as pessoas que não eram responsáveis pela gerência do mercado financeiro. Dessa maneira, o ato de “lançar” as pessoas do alto do prédio revela que a crise mais recente afetou a vida de pessoas que perderam seus empregos, tiveram sua capacidade de consumo reduzida ou não honraram com seus compromissos financeiros.

Com isso, vemos que a charge montada se mostra capaz de expor que o capitalismo sofreu muitas mudanças ao longo do tempo. A integração das economias e a articulação do mercado financeiro fizeram com que o desempenho de alguns grupos econômicos tivesse a capacidade de atingir milhares de pessoas. Por outro lado, revela que a busca incessante pela ampliação dos lucros ainda se mostra como um dos problemas que levam às crises do próprio sistema.

Se preferir, o professor pode fazer com que a charge seja o princípio pelo qual um roteiro de questões seja respondido pelos alunos. Dessa maneira, abrimos outro modo de trabalho com a documentação oferecida. Seja qual for a preferência do docente, acreditamos que o material exposto possa revelar à classe, as continuidades e diferenças que envolvem o desenvolvimento capitalista.

Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola

História - Estratégias de Ensino - Educador - Brasil Escola

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