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Dinâmica da caixa como auxilio no entendimento da evolução atômica

Estratégias de ensino-aprendizagem

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A curiosidade para saber o que há dentro da caixa desperta nos alunos a motivação para participar da dinâmica e, assim, se colocam, sem perceber, no lugar de cientistas.

A curiosidade para saber o que há dentro da caixa desperta nos alunos a motivação para participar da dinâmica e, assim, se colocam, sem perceber, no lugar de cientistas.

Introdução

Um grande avanço no entendimento da composição e funcionamento da matéria foi a descoberta do átomo. Entretanto, o que entendemos hoje sobre sua constituição passou por longos processos de aprimoramento e evolução. Desde Dalton até Bohr, o átomo assumiu muitas formas; desse modo muitos alunos levantam os seguintes questionamentos:

Como foi possível que os cientistas tivessem certeza da existência do átomo, sendo que nem mesmo é possível vê-lo, nem tocá-lo?

O átomo é exatamente igual aos modelos apresentados?

Como os cientistas realizaram essas descobertas?

Para ajudar a responder esses e outros questionamentos relacionados, a seguir será enunciada uma dinâmica que fará uma analogia com o trabalho desenvolvido pelos cientistas na descoberta e elaboração dos modelos atômicos.

Objetivo:

Ajudar os alunos a entenderem que evidências indiretas podem ser imprescindíveis para a descoberta de propriedades e características do que não se pode ver nem pegar, assim como ocorreu na evolução do modelo atômico.

Material:

*Duas caixas (que possam ficar bem fechadas)

*6 objetos pequenos e de formatos e tamanhos diferentes, escolhidos pelos alunos.

Procedimento:

1.       Dividir a sala em dois grupos;

2.       Dar uma caixa para cada grupo e pedir que coloquem 3 objetos diferentes para o outro grupo descobrir;

3.       Trocar as caixas e passar a caixa aluno por aluno. Cada aluno tem o direito de fazer uma pergunta para o grupo oposto, sendo que a resposta só pode ser sim ou não. E também só tem direito a uma tentativa de acerto.

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4.       Após compararem as observações e ideias de cada um, os grupos revelam, por fim, quais acreditam ser os objetos surpresa.

5.       O professor pede para fazerem uma representação, desenho de como seriam os objetos dentro da caixa.

6.       Por fim o professor explica por que essa atividade constitui uma analogia com o trabalho dos cientistas para a descoberta da constituição da matéria.

Conclusão:

A partir dessa atividade o professor pode demonstrar para os alunos que da mesma forma que eles usaram de informações indiretas (como o barulho que fazia quando balançavam a caixa e o peso que sentiam) para descobrir quais eram os objetos dentro da caixa; os cientistas também conseguiram por meio dos resultados de seus experimentos deduzir qual seria a constituição da matéria; sem precisar vê-la nem tocá-la.

Outro ponto a ser abordado é o fato de que eles usaram das ideias dos colegas e das informações fornecidas pelo grupo oposto para chegarem a um senso comum. De maneira similar, os cientistas usaram as informações descobertas por outros cientistas para evoluírem com respeito ao modelo atômico.

E uma última consideração, é que o desenho feito pelos alunos representa o objeto dentro da caixa, e todos conseguem identificar que objeto é por meio desta representação. Porém, o desenho não é o objeto. Do mesmo modo, o modelo atômico serve para entendermos o funcionamento do átomo, suas propriedades e características. Mas, o modelo não é exatamente igual ao átomo.

Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola.

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