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Fitoterápicos em sala de aula

Estratégias de ensino-aprendizagem

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Boldo: planta medicinal muito utilizada para problemas relacionados ao sistema digestório

O homem, com o aprimoramento de seus conhecimentos, buscou também entender sobre as diferentes propriedades das plantas, sua utilidade, maneira de cultivo e manuseio. O uso de plantas medicinais ocorre na história há tempos, pois dependendo da época e da economia regional foi ou é considerado o único recurso terapêutico disponível e suas informações foram passadas de geração para geração sendo atualmente testadas e aprimoradas.

A proposta da utilização de plantas medicinais na sala de aula é solicitar aos alunos pesquisas sobre as plantas utilizadas por eles e seus familiares para a saúde e bem estar, informando como utilizam, se em forma de chá, com álcool, in natura e a sua função no organismo. Por exemplo: a babosa pode ser utilizada in natura no cabelo para hidratação. Com esses conhecimentos deverão fazer cartazes e colar exemplares dos vegetais - depois de prensados e secos.

Depois de efetuada a pesquisa sobre diferentes plantas, os alunos deverão seguir um debate sobre as plantas utilizadas de acordo com o conhecimento adquirido, para que eles possam verificar que muitas das plantas pesquisadas são utilizadas pelas diferentes famílias de maneiras idênticas, enquanto outras têm sua utilização totalmente diferenciada.

A intenção da proposta é ampliar o conhecimento popular dos alunos e mostrar aos mesmos que muitas receitas caseiras com plantas são realmente importantes para a saúde e é uma maneira rápida, prática e de baixo custo de utilizá-las. Resgatar os diferentes vegetais utilizados por nossos pais e avós é um resgate etnobotânico, que envolve aspectos sociais, familiares e científicos.

É interessante também mostrar para os alunos que nem todas as receitas relacionadas às plantas medicinais são verdadeiras. Por exemplo: as pessoas acreditam que quem come laranja previne a gripe, pela presença de vitamina C, mas isso é um mito. Há pesquisas informando que a probabilidade de uma pessoa que come laranja e outra que não come de adquirir gripe é a mesma.


Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

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