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A oratória

Estratégias de Ensino

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Alunos em apresentação de trabalho escolar

É muito comum em sala de aula descartarmos a possibilidade de se trabalhar a oratória, já que nos comunicamos com eloqüência através da fala desde os primeiros anos de vida.

No entanto, alguns alunos passam por problemas peculiares ocasionados pela falta de oralidade, justificados por dificuldades de dicção ou de relacionamento com os colegas, por exemplo.

A fala, como a escrita, pertence à língua e faz parte de seus estudos, afinal, sabemos que há até mesmo uma ciência que estuda unicamente os fonemas da língua, chamada de Fonologia. É imprescindível que a pessoa saiba se expressar bem perante diferentes situações, principalmente nos dias de hoje, nos quais observamos que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente.

Há vagas de trabalho disponíveis, porém, não há candidatos que atendem aos requisitos básicos para investidura em determinado cargo, como: expressar-se bem e escrever corretamente.

A fala nos diz de algo que praticamos todos os dias, independente do lugar ou situação em que nos encontramos, pois é uma habilidade humana irrefutável e intransferível. Diariamente, usamos as palavras na comunicação para alcançar objetivos diferenciados: uma conversa com o colega, com o patrão, com a professora, com os pais, com os amigos de infância.

Contudo, é tão importante objetivarmos o trabalho da oratória com os estudantes, os quais serão acrescidos de maior destreza ao falar, maior segurança, mais confiança, maior facilidade em se relacionar, além de aguçar a criatividade.

Na escola, essa linguagem oral pode ser trabalhada de diversas formas: debates, seminários, amostras, exposições, entrevistas, dramatizações, dentre outras. Todas exigem do grupo ou do aluno pesquisa sobre o assunto, análise de metodologias de apresentação e exposição e, principalmente, o exercício da fala perante um público alvo ( no caso, os colegas de sala), ou seja, a prática da oratória.

Cabe ao professor em conjunto com a escola envolver-se neste trabalho, despertar o interesse do estudante, estimulá-lo a desenvolver pesquisas e meios de expor suas idéias.

Uma dica para o aluno tímido é integrá-lo em atividades que não o exponha de imediato; conversar com os colegas do grupo no qual esse aluno ficará e incentivá-los a pedir sugestões a esse colega, o qual irá se interagir aos poucos com os demais. O importante é que este aluno mais acanhado não fique de fora da atividade pedagógica proposta sob nenhuma circunstância. No término da apresentação, todos os alunos que contribuíram, desde a elaboração do texto apresentado até a confecção dos recursos visuais (cartazes, etc.), deverão estar à frente da sala para que o trabalho seja reconhecido com aplausos da professora e dos colegas.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

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