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Mania de Limpeza

Orientação Escolar

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Brincar descalço, livremente, desenvolve a motricidade,
a criatividade e o equilíbrio emocional

Cuidados excessivos com a higiene dos filhos nem sempre podem ajudar no seu crescimento, pois as crianças precisam ter contato com o mundo que as cercam para se desenvolverem melhor.

Andar descalço, pôr objetos e mãos sujas na boca, brincar com areia, deixar alimentos caírem nas roupas são atitudes comuns das crianças, mas que muitas vezes incomodam os pais.

Além do desenvolvimento motor, essas brincadeiras trazem outros benefícios, já que os microorganismos presentes nestas vão aumentando a imunidade da criança, tornando-a mais saudável. Se não tem contato com o mínimo de sujeira ou bactérias, pode ficar sujeita a problemas mais graves de saúde, como as infecções.

Alguns pais procuram manter uma rotina de higienização mais rígida em suas casas, tolhendo um processo natural de desenvolvimento dos filhos. Não os deixam descalços, brigam quando derramam alimentos, não permitem que brinquem com coisas que possam sujá-los, como tintas, terra, massa de modelar, dentre outros. Seus filhos parecem miniaturas de adultos, pois devem preservar, ainda que crianças, uma boa aparência física.

Segundo a psicóloga Olga Inês Tessari, “é saudável querer manter a casa limpa, mas quando a limpeza se torna a prioridade do dia-a-dia em detrimento de outras atividades, aí se torna um problema”. Isso porque vai criando conflitos com outras pessoas da família, levando a problemas relacionais e emocionais no grupo familiar.

Em casos de dificuldades com a saúde, como as rinites alérgicas, o importante é que os quartos das crianças não tenham cortinas, tapetes ou bichos de pelúcia que podem juntar grande quantidade de poeira. Mas afastar os pequenos das brincadeiras, superprotegendo-os não é atitude que traz benefícios.

O excesso de proteção, as manias de limpeza podem prejudicar as crianças, afastando-as de atividades que lhes proporcionam prazer, privando-as da própria infância, esse é um grande prejuízo e os pais devem estar atentos. Afinal, brincar livremente requer envolvimento com a brincadeira e, consequentemente, com alguma sujeirinha também.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

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