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Avaliação para a inclusão

Orientações

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Avaliação não deve ser um instrumento de punição
Avaliação não deve ser um instrumento de punição

Para que seja possível compreender a avaliação para a inclusão do indivíduo na sociedade, deve-se estudar primeiramente a avaliação e como ela vem sendo aplicada na realidade escolar.

De acordo com o dicionário, avaliação consiste em “determinar o valor de” através de um processo de apreciação, análise das características observáveis em pessoas, objetos, fatos ou fenômenos. Portanto, a avaliação deve ser feita de modo que contemple o indivíduo como um todo e não seja algo pontual e exclusivo. A avaliação vem sendo realizada como um processo de seleção, de classificação, de modo que são poucos os escolhidos nesse processo, proporcionando, assim, a exclusão daqueles que, por algum motivo, durante aquela avaliação pontual, não conseguiram obter o desempenho esperado.

Segundo Luckesi [1], (2007, p. 5) “Avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é classificatória nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva. [...] O ato de avaliar tem seu foco na construção dos melhores resultados possíveis, enquanto o ato de examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação.” Portanto, a avaliação deve ser usada em prol da inclusão do indivíduo na sociedade através da construção de um saber matemático e de um cidadão com criticidade.

A avaliação é utilizada por diversos professores como um instrumento disciplinar e amedrontador (punição por certas atitudes), mas professores como estes não realizam avaliação e sim um exame classificatório. Partilhando da concepção de Luckesi[1], a avaliação com função classificatória constitui um instrumento estático, freando o processo de crescimento e desenvolvimento do indivíduo. Em contrapartida, a avaliação com função diagnóstica compõe “[...] um momento dialético do processo de avançar no desenvolvimento da ação, do crescimento para a autonomia, do crescimento para a competência [...]”. Para que se promova essa autonomia, a avaliação não pode ser feita de forma classificatória, na qual este indivíduo é avaliado apenas em determinadas circunstâncias (provas e testes), pois estes muitas vezes são usados como uma ferramenta de “eutanásia” para aqueles que possuem dificuldades e, assim, esses professores determinam que tais alunos estejam fadados a um futuro desprovido do conhecimento.

Por isso é importante a ressignificação da avaliação, a fim de que esta ocorra de forma processual e diagnóstica para que os educadores consigam diagnosticar os pontos que possuem defasagem da aprendizagem e, de tal modo, ajudem o aluno a trilhar um caminho diferente, proporcionando a inclusão deste indivíduo na sociedade. Assim afirma Luckesi [2] (2005, p. 2):

Para um verdadeiro processo de avaliação, não interessa a aprovação ou reprovação de um educando, mas sim sua aprendizagem e, consequentemente, o seu crescimento; daí ela ser diagnóstica, permitindo a tomada de decisões para a melhoria; e, consequentemente, ser inclusiva, enquanto não descarta, não exclui, mas sim convida para a melhoria.”

[1] http://www.luckesi.com.br/textos/art_avaliacao/art_avaliacao_eccos_1.pdf
[2] http://www.luckesi.com.br/textos/art_avaliacao/art_avaliacao_entrev_paulo_camargo2005.pdf 


Por Gabriel Alessandro de Oliveira
Graduado em Matemática
Equipe BrasilEscola

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