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O uso de paródias e suas múltiplas formas de aplicação

Orientações

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A aprendizagem se efetiva diante da didática oferecida pelo educador


A didática de ensino que ora figura no ambiente escolar exige técnicas cada vez mais aperfeiçoadas. Diante disso, o educador tende a buscar inúmeros mecanismos, de modo a fazer com que o ensino-aprendizagem se efetive de maneira satisfatória.

Dentre esses mecanismos contemplam o uso de uma gramática contextualizada, a prática da interdisciplinaridade, a aplicação de conceitos pautados em um contexto com vistas a adentrar o “universo” dos alunos, entre outros.

E para representar este quadro, nada mais interessante que usufruir-se do uso de paródias, uma vez que as mesmas proporcionam uma gama de aplicações que podem ser exploradas dentro das disciplinas de Redação, Literatura e Gramática.

Colocando em prática a afirmativa anterior, observemos uma paródia de José Paulo Paes, na qual ele sutilmente “critica” os moldes da era do Romantismo:

Canção do Exílio Facilitada

lá?

ah!

sabiá...

papá...

maná...

sofá...

sinhá...

cá?

bah!

José Paulo Paes

No que se refere à gramática, há a possibilidade de explorar as regras de acentuação das oxítonas (sofá - sinhá); os advérbios, em especial os de lugar (lá, cá).

Quanto à literatura, poderá dar enfoque principal à questão de José Paulo Paes ser um autor pós-moderno, por isso ele se utiliza da ironia para criticar a ideologia romântica, principalmente quando ressalta a palavra “sinhá”, que remonta os tempos de escravidão brasileira, que de certa forma Bernardo Guimarães mascarou com sua magnífica obra “Escrava Isaura”.

Enfatizando também a questão da estética do poema, no que se refere à ausência de rimas, a presença de uma linguagem mais voltada para a informalidade (papá, bah), que, via de regra, foi uma característica marcante da era moderna.

E como não elegermos a produção textual! Nela, poderão ser explorados aspectos como a alusão e a intertextualidade, em especial a paródia, que tem foco principal a ironia e a crítica.

E, sobretudo, o poder de recriação de um texto, baseado em outro. Daí torna-se altamente sugestivo a proposta de uma nova criação feita pelos próprios alunos.

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

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