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Uma escola para novos tempos

Política Educacional

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Atualmente, as instituições escolares são pressionadas a repensar seus papéis devido aos paradigmas dos novos tempos: avanços tecnológicos; globalização; difusão de informações; mudanças de qualificação profissional; fortalecimento das leis do mercado, diminuindo o papel do estado; mudanças na ciência e no conhecimento; agravamento da exclusão social; etc.

Com isso, a educação precisou se adequar aos interesses do mercado, agregando ao currículo do aluno não só conhecimento e cultura, mas também preparo profissional.

De acordo com uma pesquisa sobre a educação no Brasil, em 2002, 1/3 da população menos favorecida foi excluída dos direitos básicos de sobrevivência, como emprego, saúde e educação. Sem falar em cultura, que pela ideologia neoliberal da globalização, exclui naturalmente o pobre.

Dessa forma, é possível concluir que o dualismo da escola proporciona mais qualidade de ensino para o rico e menos para o pobre e favorece a tendência da reprodução dessas ideias conservadoras de desigualdade.

Ora, de modo que a ideologia não expande a visão democrática em nenhum processo de socialização, a concepção de escola de qualidade tende a induzir a população para uma simples aceitação dos fatos.

No método de socialização das novas gerações, em uma realidade de características desiguais, o processo se resume na inculcação de uma ideologia da classe dominante, cujos valores são o individualismo, a competitividade, a falta de solidariedade e a desigualdade.

Para combater essa ideologia dominante, é preciso conceber a escola como impulsionadora das transformações sociais, ampliando os seus objetivos, não transfigurando o seu papel em fornecedora de serviços e mercadorias. A escola necessária para os novos tempos não pode limitar informações. Pelo contrário, deve propiciar à população uma cultura experienciada, recebida pelo meio social geral.

A escola necessária deve interagir e articular com as práticas sociais, proporcionar igualdade de direitos e propor novas atitudes que neguem a ideia de diferença, além de outros aspectos fundamentais desenvolvidos em um currículo multicultural e abrangente de oportunidades para todos.

Eliane da Costa Bruini
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Pedagogia
Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL

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