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Ler o Mundo Através do Texto e do Contexto

Trabalho Docente

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A alfabetização continua a ser a preocupação principal das políticas do governo. No entanto, a qualidade dessa alfabetização e a continuidade do processo de letramento, com ingresso a bens culturais da nossa sociedade letrada, não têm sido alvo de atuações afirmativas. Atualmente os educandos já não vêm à escola em busca de uma técnica de alfabetização. Saber apenas ler e escrever já não representa melhoria em relação às questões sociais e culturais da sociedade contemporânea e letrada. Há a exigência de fazer uso social da leitura e da escrita em seu dia-a-dia de forma coerente, reflexiva e inventiva. A esse novo procedimento e contexto social desses aprendizados chamamos de letramento. A palavra letramento apareceu pela primeira vez no livro de Mary Kato- “No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística, de 1986”.

O que é letramento? Letramento é prazer, é fruição, é ler em distintos ambientes, é viajar, é espairecer, é deleitar-se através da leitura, buscar notícia e prazer nos jornais, é usar a leitura para seguir programas, receitas, compras, é escrita para se nortear no mundo.

Um sujeito letrado é capaz de passear pelo universo das letras, dando e recebendo informações, viajando no sentido dos documentos escritos, comprando, vendendo pesquisando. Para isso não é preciso que tenha cursado a escola ou que tenha aprendido a ler. É preciso que tenha exercitado a leitura do mundo na trajetória de sua existência. E isso se consegue no cotidiano, no ambiente familiar, praticando sua religião, participando na comunidade, freqüentando clubes e associando-se a instituições comunitárias.

Então o Letramento é o produto da participação em práticas sociais que usam a escrita como sistema característico, mesmo que o sujeito não domine perfeitamente o sistema da linguagem escrita. O letramento envolve outros modos peculiares e não somente o verbal, envolve a pintura, a escultura, a arquitetura, a dança e outras manifestações através das perspectivas visuais, onde pode existir a leitura e assimilação pelo “olhar”. A pessoa letrada, mesmo não sendo alfabetizada, é competente em identificar uma embalagem de café ou de sabão em pó pelo logotipo do produto, reconhecer placas de trânsito, cores do semáforo, em um contexto visual; é hábil em reconhecer cores e números dos transportes coletivos identificando a saída e o destino. A Alfabetização é um processo inicial de aquisição das capacidades básicas de leitura e escrita, que busca o domínio da linguagem escrita e suas transformações. Conta com as seguintes fases: a fase da garatuja, pré-silábica, silábica, silábica-alfabética, alfabética-ortográfica.

A alfabetização não incidiu na casualidade, pela simples agregação das formas aos sons e aos símbolos, mas começando pelo letramento, ou seja, através dos conhecimentos diários, que acontecem muitas vezes por meio de ensaios e erros. Tudo isso acontece através da comunicação, onde existe o emissor – receptor – emissor de informações ou de conhecimentos, portanto a construção do aprendizado passa pela alfabetização, letramento, leitura de mundo, pela mídia, pela globalização e meios tecnológicos de ensino aprendizagem. O importante mesmo é o aluno ser alfabetizado em um contexto onde a leitura e a escrita tenham sentido no que tange a utilidade e fruição.

Referencial: Soares, Magda Becker.

Autora: Amelia Hamze
Profª FEB/CETEC e FISO
Colunista Brasil Escola

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