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A proclamação da República

Estratégias de ensino-aprendizagem

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A Proclamação da República, segundo o pintor Benedito Calixto: um comemorado feito heróico.

O fim do regime monárquico foi um marco na história política do país ao empreender uma série de reformas políticas onde notaríamos a instituição de um novo regime. Apoiado pelos movimentos republicanos e abolicionistas, o militares empreenderam o golpe final contra a ordem monárquica que dominou o Brasil durante grande parte do século XIX.

Em tese, o regime republicano deveria acabar com as velhas amarras que deixavam o governo atrelado aos amplos poderes do monarca. Entretanto, as esperanças de mudança e modernização prometidas e defendidas por aqueles que lutaram pelo fim da monarquia, foram significativamente frustradas com a constituição de 1891. Para que os alunos possam visualizar os limites dessa mudança, o professor pode propor um trabalho com diferentes fontes.

Inicialmente, o professor pode trabalhar com um interessante documento onde uma revista da época descreve a capital federal na época do golpe que instaurou a República. De acordo com a revista “Novidades”, de 15 de novembro de 1889:

“Todo o movimento social da cidade achava-se paralisado. O comércio em grande parte fechou as portas. As ruas mais freqüentadas estão desertas; raros transeuntes passam, apressados, como perseguidos (...). O serviço de bondes é feito com grande irregularidade, há longos intervalos no trânsito dos carros, que chegam aos pontos de estação aos grupos de cinco e seis. (...). O pânico anda no ar e nas consciências”

Realizando a leitura desse breve documento, o professor pode mostrar como o processo de instalação da República se deu com a total ausência da participação de populares identificados com o movimento. Logo depois disso, a situação estabelecida pelo depoimento mostrado aos alunos pode ser contraposto à análise do quadro “Proclamação da República”, do pintor Benedito Calixto.

Observando os detalhes deste quadro, onde Deodoro da Fonseca aparece aclamado pelos militares, temos a apresentação de um “feito heróico” representado de forma positiva. A partir dessas duas situações distintas, o professor pode propor uma atividade onde os alunos possam comparar a forma como o mesmo fato histórico foi retratado pelas linhas do jornal e o traço do pintor.

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Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

História - Estratégias de Ensino - Educador - Brasil Escola

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