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Ação da insulina, glucagon e adrenalina no metabolismo

Estratégias de ensino-aprendizagem

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“Um comilão”, um esportista, moléculas de glicose, insulina, glucagon e adrenalina
podem ser os principais personagens de uma dramatização sobre metabolismo.


A Bioquímica e o metabolismo são, muitas vezes, motivo de pânico, até mesmo para alunos de graduação, sendo que muito se dá pela dificuldade em entender e associar situações e estruturas que não se pode ver.

Levando em consideração tais aspectos, a dramatização envolvendo conceitos relativos à temática pode auxiliar na visualização de algo que, para muitos, é bastante abstrato. Esta atividade fornecerá ganhos positivos no sentido de desmistificar e propiciar um primeiro contato de seus alunos com moléculas e processos que ocorrem nos organismos, além de estimular a criatividade, o trabalho em grupo, a capacidade de síntese e a autoconfiança nos estudantes.

Antes de propor a atividade, é interessante que os alunos tenham uma introdução ao estudo dos hormônios insulina, glucagon e adrenalina para, depois, desenvolverem os primeiros passos da atividade. Dentre estes é provável que os alunos saibam um pouco sobre a adrenalina: esportes radicais, medo, tensão são algumas das situações onde há a presença desta que é, muitas vezes, até cultuada por pessoas mais ávidas por aventura. Assim, começar uma abordagem pela adrenalina para iniciar o tema “hormônios” pode ser uma boa alternativa.

Este hormônio, como é de conhecimento de muitos, prepara os órgãos para surtos de atividade. Nestes casos, algumas alterações fisiológicas são desencadeadas, como: a aceleração das batidas do coração; aumento da oferta de oxigênio, por promover um maior fluxo sanguíneo; e dilatação de passagens respiratórias.

O excesso de adrenalina faz com que o organismo busque, de forma rápida, uma grande quantidade de energia para executar as atividades emergenciais. Assim, a degradação do glicogênio e a promoção da fermentação lática em situações anaeróbicas no músculo esquelético, propiciam formação de ATP e disponibilidade de glicose. Além disso, nestes casos, ocorre a quebra de gorduras como fonte de energia e é estimulada a secreção de glucagon, que inibe a insulina, uma vez que esta age a fim de armazenar energia e, nestas situações, a regra chama-se disponibilidade energética!

Assim, podemos observar que a adrenalina cria mecanismos para captar energia para ser utilizada em situações emergenciais e o glucagon auxilia no sentido de bloquear a ação da insulina, para permitir com que a glicose esteja disponível, priorizando-a para o cérebro e buscando formas de fornecer energia ao organismo por outras vias.

Ao contrário da adrenalina, o glucagon inibe a degradação da glicose pela glicólise no fígado e estimula a síntese dela utilizando a gliconeogênese (síntese de carboidratos por moléculas que não são carboidratos), fornecendo também ácidos graxos livres como fonte de energia para suprir necessidades energéticas do organismo, sem privar o cérebro da glicose. Em jejuns de mais de 24 horas, tais mecanismos predominam.

Após as refeições, como há um aumento da disponibilidade de glicose no organismo, há secreção de insulina e inibição do glucagon. Esta ativa a síntese de glicogênio, captando glicose. Diminuindo o nível de insulina, o glucagon também diminuirá sua atividade.

Ficou confuso?

Agora pense na proposta da dramatização, com os seguintes personagens:

- Indivíduo que adora esportes radicais e visita um local inóspito para eco aventuras e encontra um grande animal carnívoro e faminto (situação emergencial: fuga);
- Um “comilão” que acaba neste mesmo local, por ter aceitado participar de um reality show e acaba descobrindo que foi enganado e que ficará ali, sem mantimentos além dos que levou em sua bagagem, até que seja encontrado e levado de volta para sua casa (utilização das reservas de energia);
- Adrenalinas;
- Insulinas;
- Glucagons;
- Glicoses;
- Glicogênio.

Paisagens de fundo: local inóspito, fígado e sangue.

Neste contexto, a dramatização poderia ser feita enfocando as situações dos indivíduos a curto e longo prazo, com representações do que ocorre em nível celular.

Com certeza seus alunos aprenderão bastante e provavelmente não terão grandes dificuldades para compreender tal conteúdo, quando for abordado em séries posteriores.

Tal atividade pode ser feita com qualquer série escolar, estando o educador atento quanto ao nível das informações que serão abordadas. O ideal é que os alunos tenham um roteiro para, a partir dele, desenvolverem o script de forma direcionada.

Mariana Araguaia
Equipe Brasil Escola

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