Analisando e Interpretando Problemas Matemáticos

Estratégias de ensino-aprendizagem

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Ao longo do tempo, as metodologias educacionais vêm passando por um processo de mudança contínuo, visando à adequação dos jovens de acordo com a dinâmica da sociedade atual. Na Matemática, os conteúdos curriculares pautados nos modelos tradicionais de ensino, os quais orientavam os estudos de forma técnica e mecânica foram se extinguindo, uma vez que os alunos eram norteados a resolverem problemas dentro dos conceitos matemáticos oferecidos e demonstrados pelos livros didáticos.
Atualmente, essa forma de ensino tem sido descartada, deixando a critério do profissional o trabalho com conceitos voltados para o contexto educacional, no intento de obter um melhor rendimento escolar.

Vivemos hoje em um mundo direcionado para a informação instantânea, em decorrência do avanço dos meios de comunicação. A Internet veio para acelerar a divulgação das notícias pelo mundo, globalizando as informações em segundos. Essa forma de exposição dos dados informativos exige das pessoas um senso crítico, situado na organização de ideias e posicionamento esclarecedor quanto aos assuntos complexos.

O professor deve trabalhar uma Matemática contextualizada e interdisciplinarizada, isto é, uma junção de conteúdos matemáticos aplicados a outras disciplinas. Verificamos que a educação contribui, de acordo com o momento em que vivemos, para analisar de forma concreta as informações, interpretando, entendendo-as e tomando decisões.
Diante disso, algumas listas de exercícios deverão ser produzidas envolvendo situações matemáticas voltadas para a leitura, análise, interpretação e aplicação de cálculos. Observe o exemplo a seguir:

(UFG – 2010) - Segundo reportagem do Jornal do Senado, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 58, de 23/09/09, com base em duas propostas: “Uma aumenta o número de vereadores do país e outra reduz os porcentuais de receita que os municípios podem gastar com a Câmara de Vereadores.” A tabela a seguir mostra como foi feita a redução e quantas cidades brasileiras foram atingidas pela Emenda.

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Jornal do Senado, Brasília, 28 setembro – 4 outubro 2009. pg. 3

Com base no exposto, considere um município com 250.000 habitantes que gastou R$ 49.000,00 com o Legislativo Municipal pela regra anterior, com base no porcentual apresentado na tabela. Se a Emenda nº 58 já estivesse em vigor, seu gasto máximo seria de:

(A) R$ 35.000,00
(B) R$ 39.200,00
(C) R$ 42.875,00
(D) R$ 49.000,00
(E) R$ 68.600,00


Em relação ao número de habitantes do município, os gastos estão de acordo com o intervalo de 100 mil a 300 mil. De acordo com a porcentagem da regra anterior, o gasto de
R$ 49 000,00 está ligado à porcentagem de 7%. Então, devemos descobrir por meio de uma regra de três simples o valor relativo a 100%, a fim de determinar os gastos de acordo com a Emenda 58, que reduz os gastos a 5% em relação à receita.

49 000 ------------- 7%
x -------------- 100%

7x = 4 900 000
x = 4 900 000 / 7
x = 700 000

De acordo com a Emenda 58, um município com a receita de R$ 700 000,00 deverá gastar somente 5% com o Legislativo. Veja:

700 000 ----------- 100%
x ------------ 5%

100x = 3 500 000
x = 3 500 000 / 100
x = 35 000

A resposta correta refere-se ao item “A” - R$ 35 000,00.

 

Por Marcos Noé
Graduado em Matemática
Equipe Brasil Escola

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