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Aula sobre Guerra Fria

Estratégias de ensino-aprendizagem

A Guerra Fria pode ser trabalhada utilizando os próprios alunos, de forma que cada um represente hipoteticamente um dos países que se envolveram na Segunda Guerra.
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A Guerra Fria foi um período da história recente do mundo em que a ordem geopolítica do planeta se viu dividida entre o oeste, representado pelos Estados Unidos, e o leste, representado pela União Soviética. Foi um conflito em que não houve agressões diretas entre os dois países, apenas a presença ou intervenções indiretas em conflitos, objetivando aumentar a influência do capitalismo, por parte dos EUA, e do socialismo, por parte da URSS.

O início da Guerra Fria esteve diretamente ligado ao fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), pois, com o esfacelamento da Alemanha nazista e da vitória da tríplice aliança em conjunto com a União Soviética somados ao fato de a guerra ter acontecido predominantemente em território europeu, EUA e URSS foram os menos afetados pelo conflito.

Para introduzir esse tema em sala de aula, é oportuno utilizar uma dinâmica envolvendo os próprios alunos. Antes da aula, confeccione pequenos cartazes com os nomes, respectivamente, de cada um dos países que participaram da Segunda Guerra Mundial: Estados Unidos, França, Inglaterra, União Soviética, Alemanha, Japão e Itália, sendo um cartaz para cada país.

Assim, no início da aula, selecione sete voluntários da turma – de preferência os mais “tímidos”, pois o risco de fazerem “gracinhas” e atrapalhar a sua explicação é menor. Cada voluntário ficará segurando um cartaz, de forma que cada aluno representará um país.

Separe de um lado os alunos que representam a Tríplice Aliança (EUA, França e Inglaterra) e, de outro, os alunos que representam a Tríplice Entente (Japão, Alemanha e Itália). Coloque o aluno representante da URSS no meio e explique que esse país passou para o lado da Tríplice Aliança por conta dos ataques da Alemanha.

Em seguida, explique a situação de cada um dos países ao final da guerra, abordando os alunos que os representam. Deixe EUA e URSS por último.

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Japão – Com os ataques atômicos em Hiroshima e Nagasaki, além dos desgastes realizados pelo envolvimento do país no conflito, o país ficou economicamente frágil ao final da Segunda Grande Guerra. Peça para o aluno representante do Japão se sentar.

Alemanha – Foi o país que mais sofreu ataques durante a guerra e teve seu território dividido entre os vencedores da Tríplice Aliança, não exercendo mais qualquer peso no cenário internacional. Peça para o aluno representante da Alemanha se sentar.

Itália – Com a derrota na guerra, o país sofreu com a recuperação de sua economia e com as sanções impostas pelos países vencedores. Peça para o aluno da Itália se sentar.

França – Mesmo tendo vencido a guerra, sofreu sérias consequências dos ataques empreendidos, principalmente, da Alemanha, que chegou a ocupar Paris. Por isso, o país também ficou fragilizado e não tinha qualquer poder geopolítico. Peça para o aluno da França se sentar.

Inglaterra – Assim como a França, a Inglaterra também sofreu muitos ataques em seu território e também saiu fragilizada do conflito. Peça para o aluno da Inglaterra se sentar.

Com isso, apenas duas nações possuíam forças para impor suas exigências e investirem em ações imperialistas pelo mundo: URSS e EUA. Coloque os dois alunos representantes desses países lado a lado e mostre que ambos não tinham coragem de se enfrentarem, uma vez que os dois lados possuíam armas nucleares.

Peça para os dois alunos se sentarem e solicite a todos que produzam um breve texto explicando a lógica da Guerra Fria a partir da seguinte frase: “Guerra improvável, paz impossível”, do sociólogo francês Raymond Aron.

Com essa abordagem, acredita-se que se torna mais fácil abordar o assunto em aulas subsequentes.


Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

Guerra Fria: conflito indireto e ideológico entre EUA e URSS
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