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Coleta seletiva na escola

Estratégias de ensino-aprendizagem

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Para a coleta seletiva, o ideal é que o papel seja separado de outros resíduos recicláveis.

Os temas ambientais têm ganhado espaço na sociedade diante dos problemas que temos enfrentado, e também daqueles em potencial. Entretanto, nem sempre tais questões são vistas de forma mais clara, e menos onerosa, já que o discurso “eco” tomou conta de muitas empresas, que agora buscam agradar esse tipo de mercado, oferecendo supostas soluções sustentáveis. Carros elétricos nos Estados Unidos, por exemplo, sugerem à primeira vista um grande diferencial ecológico, quando não associamos o fato de que a principal fonte de energia nesta localidade é oriunda de usinas termoelétricas, utilizando carvão vegetal como matéria-prima, liberando, desta forma, CO2 de forma indireta.

Desta forma, o perigo consiste no fato de que certas situações, como a aquisição do carro elétrico, ou a adoção da reciclagem sem pensar, anteriormente, em outras questões, existe a grande possibilidade de criarmos um sentimento de que estamos isentos, cumprindo corretamente o nosso papel de consumidor e cidadão, o que nem sempre é correto. Assim, o ideal é pensarmos, primeiramente, em nossa conduta como consumidores; depois, em reaproveitamento; e, por último, na reciclagem propriamente dita (o texto “Três erres” e mais alguns, do Brasil Escola, exemplifica bem essa questão).

Quanto a este último aspecto, também não é correta a ideia de que a coleta seletiva só pode ser desenvolvida de forma satisfatória se a escola disponibilizar os famosos contêineres coloridos. Reaproveitar recipientes para lixo já existentes e utilizar caixas de papelão para separar o papel reciclável podem promover efeito igual ou melhor do que eles – até porque são exemplos reais de materiais que estarão sendo reaproveitados.

O lixo pode ser dividido em não recicláveis e recicláveis. Como o papel, para ser reciclado, não pode ter tido contato com restos de alimento, é interessante que ele seja separado em caixas de papelão, sob o risco de restos de iogurte, refrigerante e alimentos em geral entrar em contato com ele, inutilizando-o.

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Os demais lixos recicláveis, como plásticos, alumínio, embalagens Tetra Pak, vidro, dentre outros, podem ser separados em um único contêiner que, para não confundir os agentes envolvidos no processo, deve ter algo que o distingue do lixo de resíduos não recicláveis:

 

Outro fator a analisar é a orientação de todas as pessoas da escola quanto à coleta seletiva, e não somente alunos e professores; devendo ser dada uma atenção especial aos funcionários responsáveis pela limpeza da instituição. Em muitas experiências deste tipo, tais pessoas não são devidamente orientadas, e não são raros os casos em que elas acabam por unir o conteúdo desses três tipos de contêiner em um único saco de lixo, desprezando-os de forma convencional.

Finalmente, para implantar ou aperfeiçoar esse tipo de atividade na escola, é importante também ter em mente o que será feito destes materiais. Os resíduos não recicláveis podem e devem ser armazenados para serem recolhidos pelos caminhões da prefeitura. Quanto aos recicláveis, podem ser doados a instituições que utilizam este material como fonte de renda, catadores individuais ou reunidos em cooperativas, etc. A associação sem fins lucrativos Compromisso Empresarial para Reciclagem, Cempre, disponibiliza em seu site um buscador, capaz de auxiliar na detecção de grupos que recebem, ou compram, esses materiais. A Tetra Pak também fornece ferramenta semelhante em seu site.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

Biologia - Estratégias de Ensino - Educador - Brasil Escola

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