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Caso se pesquise acerca da relação estabelecida entre os alunos e o aprendizado da língua portuguesa, provavelmente serão encontradas opiniões diversas. Haverá sempre aqueles que idealizam a língua, mas, sem sombra de dúvidas, existirão, infelizmente, os que a repugnam. Os motivos que os levam a agir assim podem também ser distintos, embora se acredite que a complexidade oriunda das regras seja o pivô de toda questão. Como exemplo tem-se os verbos, pois ao se deparar com aquela infinidade de tempos, principalmente os relativos ao modo indicativo, o aluno se sente pouco motivado a aprender acerca de seus aspectos.
Assim sendo, é de extrema importância que o professor, antes de qualquer outro procedimento, explique aos alunos que aprender sobre os aspectos que norteiam a língua (aí entra a questão das regras) não significa usá-los de forma isolada, mas sim empregá-los nas interações sociais do dia a dia, nas circunstâncias comunicativas das quais participamos, seja por meio da fala, seja pela escrita.
Dessa forma, quando se diz que o anúncio foi ratificado, é diferente de dizer que esse mesmo anúncio foi retificado. Percebe-se que nesse ínterim compartilham, mutuamente, questões de ordem morfológica, sintática e semântica que, se usadas de acordo com critérios específicos, tendem a conferir ao nosso discurso a precisão de que ele tanto precisa, com vistas a fazer com que o processo comunicativo seja concretizado.
Voltando à questão dos verbos, estes representam importantes ferramentas na construção da mensagem, assim como as conjunções, os substantivos, os adjetivos, os advérbios – para não falar dos outros, também dotados do mesmo teor.
Dada a impossibilidade de abordarmos aqui todas essas classes, daremos credibilidade ao ensino dos verbos, levando em consideração as flexões de tempo e modo. Assim, é normal que o aprendiz se sinta meio confuso ao se deparar com a palavra “pretérito” (principalmente porque esse tempo é subdividido em quatro modalidades – três que correspondem ao modo indicativo e uma correspondente ao modo subjuntivo). Para não dizer o futuro, o qual também recebe classificações distintas (presente/pretérito).
Em face dessa realidade, quanto mais o educador adotar posturas metodológicas que tendam a facilitar a compreensão dos conteúdos, mais sólida será a aprendizagem por parte dos educandos, haja vista que não somente os verbos, mas todos os assuntos inerentes ao ensino da gramática, precisam ser compreendidos antes de tudo, não apenas decorados de forma mecânica. Se assim for, possivelmente entenderão tais conteúdos naquele momento, mas não saberão utilizá-los mediante uma construção textual, ou uma conversa mais formal, dentre outras circunstâncias.
Como sugestão, simples palavras tendem a representar a eficácia necessária ao entendimento da semântica relacionada aos modos e tempos verbais. Assim, eis algumas dicas:
O modo indicativo sempre expressará uma certeza do fato verbal, sendo ele constituído de alguns tempos que também carregam em si uma carga semântica, essencial ao seu pleno uso. Dessa forma, vejamos:
HOJE | Eu canto |
Tu cantas | |
Ele canta | |
Nós cantamos | |
Vós cantais | |
Eles cantam | |
ONTEM | Eu cantei |
Tu cantaste | |
Ele cantou | |
Nós cantamos | |
Vós cantastes | |
Eles cantaram | |
ANTIGAMENTE | Eu cantava |
Tu cantavas | |
Ele cantava | |
Nós cantávamos | |
Vós cantáveis | |
Eles cantavam | |
AMANHÃ | Eu cantarei |
Tu cantarás | |
Ele cantará | |
Nós cantaremos | |
Vós cantareis | |
Eles cantarão | |
SE EU PUDESSSE | Eu cantaria |
Tu cantarias | |
Ele cantaria | |
Nós cantaríamos | |
Vós cantaríeis | |
Eles cantariam |
Por Vânia Duarte
Graduada em Letras