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Conhecendo o Aedes aegypti

Estratégias de ensino-aprendizagem

<i>Aedes aegypti</i>, mosquito transmissor da dengue
<i>Aedes aegypti</i>, mosquito transmissor da dengue
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Aedes aegypti é uma espécie de mosquito pertencente à família Culicidae dos artrópodes. Esse mosquito é o responsável pela febre amarela, dengue, dengue hemorrágica, febre zika e febre chikungunya, sendo essas transmitidas pela picada das fêmeas contaminadas previamente, ao sugarem o sangue de um indivíduo doente, e depois o de uma pessoa saudável.

É uma espécie de hábitos diurnos, de tamanho menor que o dos pernilongos comuns. Costuma voar próxima ao solo, e depositar seus ovos em água parada, tanto limpa quanto suja. Possui corpo escuro, dotado de listras e manchas brancas; asas translúcidas; e não emite ruídos fortes.

Como uma única fêmea é capaz de depositar cerca de 300 ovos, evitar ambientes propícios para tal é a melhor forma de eliminar o mosquito e as doenças que podem causar. Em razão da existência de vacinas contra a febre amarela, a dengue acaba sendo uma preocupação maior, embora a erradicação do mosquito seja capaz de controlar todas as três doenças já citadas.

Conhecer bem o ciclo e hábito de vida deste artrópode, e quais as características das doenças virais causadas por ele são essenciais, já que seu controle só pode ser feito em conjunto (uma única tampinha de garrafa, por exemplo, é capaz de dar origem a diversos mosquitos contaminados, podendo comprometer a saúde de todo um bairro).

Assim, trabalhar tais informações na escola, tanto com os alunos quanto com professores e funcionários e, caso existam condições, com a comunidade, é uma forma de assegurar a integridade de todos, caso sejam aplicadas as medidas necessárias.

Uma ideia interessante de abordagem é fazer, durante o fim de semana, um evento no qual os alunos, orientados pelos professores de Ciências e Biologia, explicam e demonstram a outros alunos e demais visitantes, aspectos relacionados à temática. Como encerramento, poderá ser proposto um mutirão, no qual todos os participantes percorrerão o espaço da escola e entorno, a fim de eliminar os possíveis focos da doença.

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Informações relevantes:

- O número de casos de dengue tem crescido a cada ano no Brasil, desde a década de 80;

- Em crianças, a dengue pode se manifestar sem dores de cabeça nem febre fortes; mas com a presença de vômitos e dores abdominais;

- Os ovos do Aedes aegypti têm o tamanho de um ponto feito com lapiseira de ponta fina;

- Estes podem ficar por até um ano sem água, eclodindo ao primeiro novo contato com esta;

- A larva do mosquito passa por alguns estágios até se tornar pupa;

- Tanto larva quanto pupa são bastante móveis e ativas, sendo que esta última não se alimenta;

- O mosquito se torna adulto entre cinco e sete dias;

- Os mosquitos são mais frequentes no interior das residências, em cantos escuros;

- Só a fêmea suga sangue humano, a fim de amadurecer seus ovários;

- Fêmeas contaminadas transmitem os vírus durante toda a vida, inclusive à sua prole;

- O mosquito tem hábito diurno, atacando preferencialmente pela manhã ou ao entardecer;

- Eliminar a água parada é a maneira mais eficaz de controlar a dengue e febre amarela, já que muitos mosquitos já se tornaram resistentes ao veneno;

- A solução de uma colher de sopa de sal fino de cozinha para um copo de água, pode ser usada em locais que contém água parada. Uma colher de água sanitária para cinco litros de água é igualmente eficaz;

- As larvas podem ser intoxicadas ao serem administradas quatro colheres de sopa cheias de borra de café para um copo de água, trocadas a cada uma semana.


Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

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