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Extinção é para sempre!

Estratégias de ensino-aprendizagem

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A ariranha é uma espécie de situação vulnerável

O Brasil abriga grande porcentagem da biodiversidade mundial, possuindo um dos maiores números de espécies endêmicas (típicas de um local específico, não encontradas em outros locais). Entretanto, as atividades humanas vêm causando, dentre diversos problemas ambientais, a extinção de muitos organismos vivos.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) estima que, a cada dia, aproximadamente duas espécies de planta e cinco entre vinte e cinco animais são extintos. Muitos exemplares, inclusive, desaparecem sem nem mesmo terem sido identificados.

Esse sumiço pode ter conseqüências sérias: o surgimento de epidemias, pela perda de possíveis predadores dos vetores de doenças; “invasão” de espécies às cidades; perda de fontes de alimentos; empobrecimento dos solos; desaparecimento de animais polinizadores ou dispersadores de sementes, interferindo diretamente na produção de alimentos; desaparecimento de matéria-prima para produtos, alimentos e fármacos, dentre outros fatores - observando aqui apenas sob o enfoque do que afeta a vida humana.

Trabalhar estas questões em sala permitirá com que seus alunos percebam o quanto nossa espécie tem contribuído na destruição de habitats, tendo como consequência a desestabilização da dinâmica populacional de uma gama de seres vivos, propiciando a extinção de muitas.

Aliado a essas informações, tal tipo de atividade deve enfocar o bioma no qual estão inseridos, a fim destes conhecerem suas características, os problemas que enfrentam, espécies ameaçadas - e o que mais achar pertinente.

Para tal atividade, a Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção e a Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção poderão ser estudadas pelo professor, previamente, e pelos alunos, em sala, a fim de que estes compreendam como são tais listas. Ao final da atividade, eles deverão ter clara a finalidade e como se organiza tais documentos.

Previamente deverá ser enfocadas questões como: o que é extinção, suas causas, o que são as listas vermelhas, espécies brasileiras e do bioma em que vivem.

Com as listas em mãos, trabalhar com seus alunos o significado de cada categoria: extinta, extinta da natureza, criticamente em perigo, vulnerável, dependente de conservação e baixo risco; os critérios que são utilizados para que determinada espécie esteja, por exemplo, extinta; a distribuição geográfica das espécies contidas nas listas; hábito de vida, nome popular, nome científico, ameaças e estratégias de conservação dos indivíduos contidos lá; o perigo que espécies invasoras podem proporcionar a espécies nativas, dentre outros.

Durante a análise, solicitar que anotem, caso exista, o nome de espécies que ocorrem na região em que se encontram.

Ao término da atividade, a confecção de painéis contendo algumas das espécies vistas, dando enfoque para as da região, caso existam, deve ser realizada a fim de que toda a escola conheça mais sobre o tema. Este material deverá conter, pelo menos: nome popular e científico; categoria; distribuição e imagem dos animais e plantas escolhidos.

Abaixo, alguns links de materiais que podem ajudar nesta atividade:

Ministério do meio Ambiente: Listas de fauna e flora ameaçadas.

Brasil Escola. Galápagos: 173 anos após a visita de Charles Darwin: sobre o que a interferência humana e de espécies exóticas vem causando no arquipélago:

Biodiversitas: Critérios e categorias da IUCN.


Por Mariana Araguaia
Equipe Brasil Escola


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