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O prazer de ler

Estratégias de ensino-aprendizagem

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Quanto mais oportunidades o aluno tiver de ouvir, ver e sentir leituras alheias, maior será o seu repertório e a sua sensibilidade para compreender o que lê e ouve.

Essas leituras, sejam elas um poema, um conto de fadas com príncipes, princesas e castelos, uma notícia de jornal, uma reportagem, uma trova popular etc., são experiências fundamentais para a formação do leitor que gosta de ler e também sente necessidade da leitura.

Mesmo quando este leitor é uma criança, que não domina a letra, a palavra escrita, é importante que esteja inserido em um ambiente cujo gosto pela leitura é apreciado, partilhado e usufruído em comum, para que desta forma também desenvolva o quanto puder as habilidades da leitura.

Ao relembrar Paulo Freire, que nos chamou atenção para a “leitura do mundo”, que antecede a leitura da palavra, podemos afirmar que é por meio da linguagem que o indivíduo reconhece os significados da cultura em que vive, estabelece relações entre as informações e constrói sentido para si e para o mundo.

Simplificando a teoria de Vygotsky, podemos também dizer que a aprendizagem é uma concepção de perspectiva, pois se funde com passado e presente a fim de construir o futuro. Dessa forma, tão importante quanto o ambiente, o reconhecimento do repertório que o indivíduo construiu por toda a sua vida vai lhe permitir a compreensão de cada novo objeto do conhecimento e o reconhecimento do mundo à sua volta.

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O papel do educador, nesse sentido, surge como interventor dos avanços inerentes ao processo de construção de conhecimento. Pois, no caso da leitura, não basta oferecer livros em quantidade. Professores e alunos precisam estar juntos no processo que envolve redescobertas e inúmeras possibilidades e precisam perceber e sentir de verdade que a leitura é um elemento essencial para a vida.

Contudo, podemos afirmar que a leitura é território de um sujeito ativo e interativo, que acredita que se “apreende o mundo quando se compreende o que o faz ser como é” (Foucambert, 1994) e que ler é, sobretudo, descobrir caminhos e conhecer.


Eliane da Costa Bruini

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