Os vírus mais letais e como preveni-los

Estratégias de ensino-aprendizagem

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Vírus da hepatite C.

Vírus são chamados de parasitas intracelulares obrigatórios porque somente no interior das células é que estes seres acelulares são capazes de executar atividades vitais. Por tal motivo, alguns cientistas não os consideram como seres vivos. São responsáveis por uma gama de doenças, não só na espécie humana; variando seus sintomas, modos de transmissão, gravidade e tratamento.

Compreender um pouco mais sobre estes “piratas celulares” auxilia os alunos e pessoas próximas a agir com discernimento em relação à temática, evitando que a desinformação seja tão prejudicial quanto à própria ação viral. Desta forma, serão listadas e discutidas aqui as três doenças que mais levam ao óbito, na atualidade.

Os vários tipos do vírus Influenza são responsáveis pela morte de aproximadamente 300 mil pessoas ao ano, em todo o mundo. Este alto índice pode ser compreendido ao analisarmos que sua distribuição se dá em todo o globo terrestre e pelo fato de que sua transmissão ocorra de forma muito simples: pelas vias aéreas. Assim, medidas simples, como sempre lavar as mãos, evitar locais fechados e manter sua saúde em dia são capazes de reduzir consideravelmente a incidência deste vírus. É muito importante que este último item seja frisado, já que a imunidade da pessoa é um fator que conta muito no que diz respeito à letalidade do vírus, sendo por tal motivo que a vacina contra a gripe é destinada, gratuitamente, apenas a certos grupos específicos de indivíduos, considerando aspectos imunológicos.

Outra doença viral, responsável pela morte de aproximadamente 2 milhões de pessoas em 2007, é a AIDS – síndrome da imunodeficiência humana. De transmissão que se dá pelo contato desprevenido com o sangue, sêmen, leite materno, e fluidos vaginais infectados pelo vírus; este invade células do sistema imunitário, deixando o indivíduo vulnerável à ação de outras doenças, como a própria gripe: as ditas doenças oportunistas. Considerando tais aspectos, evitar o contato com os fluidos corporais de outras pessoas, sem a devida proteção, é necessário. Assim, o uso de preservativos em todas as relações sexuais, equipamentos de proteção individual no caso de agentes de saúde que lidam com este tipo de material; seringas, agulhas, alicates e outros objetos perfurocortantes descartáveis ou de uso individual; e administração do AZT no caso de gestantes soropositivas são formas de prevenir contra a AIDS.

A hepatite C, causada pelo vírus HCV, tem as mesmas formas de transmissão – e prevenção - que a AIDS sendo, inclusive, a principal causa de mortes em pacientes soropositivos. Diferentemente das hepatites A e B, não existe vacina para a causada pelo HCV. Esta doença acomete o fígado do portador e, em diversos casos, este só tem conhecimento de sua contaminação anos depois, ao surgir dos sintomas ou complicações, como cirrose e câncer de fígado. O tratamento, denominado Terapia em Combinação, pode curar em aproximadamente 40% dos casos.

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Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

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