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Pensando historicamente o problema da escravidão

Estratégias de ensino-aprendizagem

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A escravidão conta com diferentes modalidades a serem discutidas em sala de aula.


O tema da escravidão desperta a curiosidade de muitos alunos ao demonstrar um tipo de relação social muitas vezes afastada do mundo infanto-juvenil. Contudo, o interesse nesse tema pode incorrer em uma série de questionamentos muitas vezes deixados de lado no decorrer do cotidiano escolar. Nesse sentido, um importante aspecto a ser discutido se refere às diferentes modalidades que podem ser contempladas nos mais diversos contextos históricos.

Para introduzir essa questão, o professor tem como opção o trabalho com algum texto em que possa descrever dados relevantes sobre o problema da escravidão no Brasil contemporâneo. Discutindo a reportagem dentro de sala, podemos mostrar aos alunos que, ao contrário do que parece, o problema da escravidão não se restringe ao Mundo Antigo ou ao Brasil Colônia. Depois disso, peça para que os alunos levantem, através de uma pesquisa, as principais características da escravidão na Roma Antiga.

Por meio dessa pesquisa, o professor tem condições suficientes para elaborar um debate capaz de elucidar o problema da escravidão em tempos históricos distintos. Em primeira análise, pode-se discutir a questão do escravo como uma propriedade. Contrapondo às práticas contemporâneas estabelecidas no texto introdutório, o professor pode assinalar que a noção do escravo enquanto propriedade não se aplica ao problema da escravidão em nossa história recente.

Tal fato pode ser explicitado quando o professor destaca a inexistência de um comércio de escravos na atualidade. Em contrapartida, a compra e venda de escravos na Antiguidade se transformou em uma importante fonte de renda para os indivíduos que coordenavam tal atividade. Outra característica passível de análise diz respeito ao processo de aquisição de escravos nos dois períodos históricos trabalhados. Nesse ponto, podemos trabalhar algumas diferenças e semelhanças.

Primeiramente, podemos colocar em voga a relação presente entre o processo de expansão territorial em Roma e a consolidação da escravidão. As vitórias militares dos romanos contra os povos estrangeiros eram de fundamental importância para que o mercado de escravos fosse abastecido. A cada novo espaço militarmente conquistado surgiam novos escravos para trabalhar nos campos e nas cidades, garantindo o desenvolvimento da economia romana.

No caso brasileiro, a aquisição de escravos está relacionada com os problemas sócio-econômicos do país e com a má fé de alguns proprietários de terra. Geralmente, pessoas que vivem em péssimas condições de vida são atraídas por promessas enganosas de emprego e moradia em uma determinada região. Chegando ao local, esses trabalhadores contraem uma suposta “dívida” referente aos custos de sua viagem. Com isso, são obrigados a trabalhar sem um salário para pagar sua dívida prévia.

Aproveitando essa mesma questão, as características da escravidão romana podem ser retomadas com o intuito de mostrar outros tipos de escravidão presentes nesta antiga civilização. Nesse instante do debate, o professor pode assinalar um ponto comum com o caso brasileiro quando temos a presença de uma pequena parcela de escravos obtidos por meio da contração de dívidas. De tal maneira, temos a exposição de um quadro rico marcado por diferentes tipos de escravidão ao longo do tempo.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


História - Estratégias de Ensino - Educador - Brasil Escola

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