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Reflexões acerca do acidente envolvendo os 33 mineiros no Chile

Estratégias de ensino-aprendizagem

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Acidente com os mineiros no Chile: exemplo de superação.

O confinamento dos 33 mineiros, no Chile, libertados entre 13 e 14 de outubro de 2010, depois de 69 dias a quase 700 metros abaixo da superfície, levantou diversas questões para nós, aqui na superfície, como a própria possibilidade dos mesmos sobreviverem. Alguns mineiros relataram inclusive que, a princípio, acreditavam que morreriam de fome, um a um, no decorrer dos dias, e se perguntavam o porquê de não terem morrido antes.

Entretanto, no decorrer do tempo, a situação foi se revelando um pouco diferente. O receio de faltar oxigênio, surgir problemas relacionados à coagulação, ou mesmo a manifestação de problemas relacionados à descompressão, foram descartados ao se analisar que os mesmos estavam ao nível do mar e em local amplo e ventilado. Porém, surgiram outras preocupações, como a nutrição, saúde física e mental e ausência de luz solar.

Graças ao senso de organização entre esses homens e as contribuições da NASA, baseadas nas experiências de seus astronautas, os dois primeiros aspectos puderam ser driblados, na medida do possível. Sabe-se, inclusive, que os mesmos praticavam atividades físicas diariamente e se reuniam em assembleia para discutir seu futuro e sanar conflitos entre eles. Brigas físicas eram proibidas e, até ser descoberto, aqui fora, que os mesmos estavam vivos, os alimentos eram racionados e distribuídos de forma justa.

Quanto à ausência de luz solar e a probabilidade de danos à visão, ao saírem do confinamento, os trabalhadores foram orientados a permanecerem com olhos fechados, pelo menos nos primeiros momentos após sua chegada; e utilizaram óculos escuros com lentes especiais, a todo o momento. No outro dia, ainda com óculos, já puderam receber os raios solares, diretamente, já que auxiliam na regulação e produção de hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar, influenciam nosso ciclo biológico diário, e auxiliam no metabolismo do cálcio. Caso ficassem mais tempo ali e/ou estivessem em completa escuridão, provavelmente enfrentariam problemas mais sérios, nesse sentido. Felizmente, não foi o que aconteceu.

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Todos esses temas podem ser trabalhados em sala com seus alunos – afinal de contas, a Biologia é a ciência da vida e não há sentido pensarmos e estudarmos essa disciplina sem refletir sobre formas de contribuir para que exista qualidade de vida. Assim, o professor pode conduzir um momento de reflexão sobre diversos itens, como: o que é realmente necessário para a nossa sobrevivência, a importância do trabalho em grupo, a contribuição de disciplina para melhorias na qualidade de vida, a necessidade de “não se entregar” frente às adversidades, quão importantes são nossos familiares, e o quanto “perdemos tempo” focando naquilo que não é importante, como ensaiando reclamações ou competindo com o próximo, desnecessariamente.

Esse acidente, aparentemente distante de nós, pode nos alertar quanto à importância de buscarmos o que é, de fato, essencial em cada situação de nossas vidas, sendo melhores para nós mesmos, para as pessoas e o meio ao nosso redor.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

Biologia - Estratégias de Ensino - Educador - Brasil Escola

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