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Verificando a existência de Aedes aegypti

Estratégias de ensino-aprendizagem

Estágios de desenvolvimento do <i>Aedes aegypti</i>
Estágios de desenvolvimento do <i>Aedes aegypti</i>
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O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da febre amarela, dengue, dengue hemorrágica, febre zika e febre chikungunya, sendo este o motivo pelo qual existe uma ampla campanha a fim de eliminar os focos deste mosquito. Desta forma, a principal ação contra estas doenças consiste na eliminação de locais onde pode se acumular água parada: ninhos em potencial dos ovos deste animal.

Uma fêmea contaminada é capaz de contaminar novas pessoas, ao sugar o sangue destas com o intuito de amadurecer seus óvulos. Estes, fecundados, podem dar origem a novos indivíduos, também portadores dos vírus dessas doenças, sendo capazes de transmiti-las quando adultos, caso sejam fêmeas.

Cada fêmea é capaz de depositar cerca de 300 ovos em uma única ninhada. Estes eclodem, e as larvas passam por alguns estágios até se tornarem adultos, em um intervalo de tempo que varia entre cinco e sete dias.

Com base nesses dados, podemos perceber o quanto é séria essa questão, e também a importância de se verificar, em cada casa e estabelecimento, se não existem locais onde pode haver o acúmulo de água, ou mesmo de larvas do mosquito.

Para que seus alunos compreendam um pouco mais sobre o desenvolvimento dos ovos e características de cada uma de suas fases, pode ser feito um dispositivo, denominado pelo seu autor, o professor da UFRJ Maulori Cabral, como “mosquitérica”.

Feita de garrafa PET, a mosquitérica funciona como uma armadilha do Aedes aegypti, já que atrai a fêmea para depositar seus ovos, mas impede que estes sobrevivam após se desenvolverem.

Materiais:

Garrafas PET de 1,5 ou 2 litros.
Fita isolante.
Tesoura.
Microtule (véu de noiva)
Alpistes.

Procedimentos:

1- Cortar a garrafa em duas partes, tal como mostra a figura:

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2- Retirar a tampa e o anel de lacre desta, cuidadosamente.

3- Cobrir o bico da garrafa com um pedaço do tule, fixando-o a ela com o auxílio do anel:

4- Colocar, na parte da garrafa semelhante a um copo, cinco alpistes, previamente amassados.

5 - Encaixar o “funil” no outro pedaço da garrafa, estando o primeiro com o bico para baixo. Unir as duas partes com fita isolante:

6- Preencher com água o sistema, cerca de dois dedos acima da borda do funil.

A mosquitérica já está pronta! Basta colocá-la em local sombreado e esperar que surjam as larvas.

Para análise do experimento:

- As larvas podem ser visualizadas com o auxílio de lupas, havendo a possibilidade de acompanhar todos os estágios destas.

- Estas formas de desenvolvimento têm fobia à luz, podendo este fato ser comprovado ao focar o sistema com luz de lanterna.

- Tanto larva quanto pupa se locomovem ativamente, mas esta última já não se alimenta.

- Após o estágio de pupa, o inseto adquire a forma adulta;

- Como os poros do tule são pequenos, o mosquito já desenvolvido estará impossibilitado de sair do sistema, morrendo afogado.

- Caso deseje encerrar o uso da mosquitérica, adicionar quatro colheres cheias de borra de café para cada copo de água, ou uma colher de água sanitária para cinco litros de água. Despejar no sistema, a fim de matar todos os ovos e larvas do mosquito.


Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

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