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Aula sobre historiografia brasileira no Ensino Médio

Estratégias de ensino-aprendizagem

Uma aula sobre Historiografia Brasileira para o Ensino Médio pode ser muito interessante se construída a partir de fragmentos de obras acerca desse tema, como as de Gilberto Freyre.
Carl Von Martius, autor do manual “Como se deve escrever a história do Brasil”*
Carl Von Martius, autor do manual “Como se deve escrever a história do Brasil”*
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O termo usado para caracterizar um conjunto de obras de História que verse sobre um tema específico ou que faça um tipo específico de abordagem sobre variados temas ou, ainda, que seja produzido por um grupo de historiadores de determinado país ou geração é, usualmente, historiografia. A historiografia brasileira consiste no conjunto de grandes obras escritas por brasileiros e estrangeiros que trata de pensar a formação do Brasil e do povo brasileiro sob variados pontos de vista.

Mostrar aos alunos de Ensino Médio a importância da Historiografia Brasileira não é tarefa simples, mas também não é impossível. Um caminho possível seria mostrar a história da historiografia brasileira através de seus principais autores e obras, a começar pela história da fundação do IHGB – Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro –, no século XIX, e do concurso que esse instituto promoveu para eleger o melhor trabalho que indicasse “como se devia escrever a história do Brasil”. Esse concurso, como é sabido, foi vencido por um estrangeiro, o alemão Carl Von Vartius, cujo ensaio intitulava-se exatamente “Como se deve escrever a história do Brasil”.

Seria interessante se o professor passasse trechos desse texto de Martius para os alunos em sala, sobretudo aqueles em que Martius sugere a quem for escrever a História do Brasil que dê ênfase à miscigenação, isto é, à mistura dos elementos socioculturais das “três raças” que formaram o Brasil: negros, índios e europeus.

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Essa linha, a da miscigenação, foi e ainda é uma das mais discutidas quando o tema é a formação histórica do Brasil. Os trechos do ensaio de Martius poderiam ser confrontados em sala com os de outros historiadores que “seguiram a sua fórmula”, como Oliveira Vianna (e sua obra “Populações Meridionais do Brasil”) e “Gilberto Freyre” (e sua obra “Casa Grande & Senzala”). Esse cruzamento de textos, sobretudo dos trechos que tratam especificamente da miscigenação, poderiam ser de grande valia para uma aula de história do Brasil.

O professor poderia ainda sugerir aos alunos que escrevessem, após leitura, análise e discussão dos textos sugeridos, um texto de 30 ou 40 linhas no qual expusessem uma crítica ao conceito de identidade a partir da ideia de miscigenação.

*Créditos da imagem: Commons


Por Me. Cláudio Fernandes

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