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Probabilidade e Estatística em uma eleição em sala de aula

Estratégias de Ensino

Probabilidade e Estatística em uma eleição em sala de aula: uma proposta para contextualizar o período eleitoral com o conteúdo de Matemática.
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Diante das disputas eleitorais, muitas vezes as crianças e os adolescentes permanecem fora desse contexto por ainda não terem idade suficiente para votar. Em função disso, elas abstêm-se de compreender como funcionam as eleições. Cabe aos professores retratar esse importante tema, inclusive na aula de Matemática, em que é possível contextualizar o conteúdo com o funcionamento do processo eleitoral.

Esta proposta pretende mostrar ao professor como simular uma eleição para trabalhar conceitos de Probabilidade e Estatística. Além disso, é possível pedir ainda uma colaboração dos professores de História, Geografia e Sociologia para que conversem com os alunos sobre a origem das eleições e sua importância, bem como sobre a função de cada cargo político, tornando, assim, essa proposta uma atividade interdisciplinar.

O professor deve motivar seus alunos a candidatarem-se a uma vaga, que pode ser de presidente da turma, senador da sala, entre outras. Aqueles que se candidatarem devem escolher alguns colegas como “cabos eleitorais” para auxiliarem na construção da campanha política. Os alunos que não se envolverem nas “campanhas” poderão dividir-se entre fiscais eleitorais e mesários. Os fiscais eleitorais acompanharão as campanhas, evitando que haja irregularidades, enquanto os mesários trabalharão no momento da votação e serão responsáveis pela conferência dos votos.

Durante todo o processo de campanhas eleitorais, o professor pode utilizar alguns alunos para fazer uma simulação dos votos para que a turma vivencie na prática a Probabilidade e a Estatística. Suponha, por exemplo, que, em uma sala de 35 alunos, haja três candidatos. A pesquisa eleitoral pode ser feita com apenas uma amostra dos estudantes: 20 alunos podem ser escolhidos aleatoriamente ou outra quantidade qualquer. O professor pode questionar a turma sobre a forma adequada de descobrir o percentual de votos que cada candidato teria nessa amostra.

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A intenção desta proposta é que o professor mostre uma aplicação da principal fórmula de estudo da Probabilidade: para cada candidato, o quociente deve ser feito entre a quantidade numérica de intenções de voto e o total de alunos pesquisados. Após verificarem o percentual de cada candidato, os alunos podem fazer gráficos para analisar os resultados das pesquisas eleitorais. A seguir, há dois exemplos de gráficos de pizza e de colunas utilizados para expressar as intenções de votos.

Exemplos de gráficos que podem ser utilizados para expressar as intenções de votos
Exemplos de gráficos que podem ser utilizados para expressar as intenções de votos

Além das pesquisas eleitorais, é possível que os alunos que se candidatarem, com a ajuda de seus comitês eleitorais, façam projetos de governo com simulações de gastos de campanha e também dos gastos relacionados com o cumprimento dos projetos. Essas simulações também podem ser apresentadas através de gráficos e tabelas.

No dia da eleição, as famílias dos alunos e os colegas de outras turmas deverão ser convidados para participar das votações. Para tanto, os candidatos deverão fazer uma última apresentação de seus projetos para todo esse público. Ao fim da votação e apuração, estabeleça um debate entre as famílias e os alunos sobre a importância do processo eleitoral em nossa sociedade.


Por Amanda Gonçalves
Graduada em Matemática

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