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Proposta pedagógica para trabalhar mol em sala de aula

Estratégias de Ensino

Nossa proposta pedagógica para trabalhar mol em sala de aula envolve interpretação textual e raciocínio matemático aliados à Química.
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Um dos assuntos mais cobrados por vestibulares e Enem é o conceito de mol, conteúdo que também é de extrema importância em vários outros estudos dentro da ciência Química, o que obriga todos os professores de Química a trabalharem esse conceito de forma bastante enfática com os alunos.

O problema é que trabalhar o conceito de mol com os alunos envolve várias áreas do conhecimento, como Português, Matemática e a própria Química. Assim, é imprescindível que o aluno tenha uma boa interpretação textual e um bom raciocínio matemático para que possa lidar com o conceito de mol com desenvoltura.

Todavia, quase sempre o professor de Química esbarra na dificuldade apresentada por uma parcela de seus alunos de interpretar e raciocinar matematicamente sobre os dados fornecidos pelo exercício, fato que faz com que o trabalho com mol em sala de aula passe a ser dificultoso e improdutivo. A realidade é que muitas vezes os alunos torcem para que o assunto acabe ou passe logo.

Pensando nessa problemática, este texto traz uma proposta pedagógica para trabalhar o conceito de mol em sala de aula e ser um instrumento facilitador do estudo sobre esse conteúdo. Como o estudo de mol está pautado basicamente em três disciplinas, a linha de ação desta proposta abrangerá três pilares:

♦ Melhoria da interpretação textual do exercício;

♦ Utilização dos dados Químicos fornecidos pelo exercício;

♦ Melhoria do raciocínio matemático.

Como pôde ser observado, o primeiro dos objetivos desta proposta abrange a melhoria da interpretação textual. É claro que uma ajuda dos professores de Português é sempre bem-vinda, mas cabe ao professor de Química realizar esse trabalho com seu aluno, já que a interpretação é uma habilidade bastante cobrada na nova matriz curricular e no Enem.

Para promover uma melhora da interpretação textual, é interessante que o professor faça a leitura de vários exercícios com a turma. Em cada um dos exercícios lidos, deve ser feita uma pausa para escrever todas as informações fornecidas que são consideradas relevantes (principalmente dados matemáticos). Logo em seguida, estimule que cada um faça esse trabalho de forma individual e corrija com os estudantes em seguida.

O segundo pilar é a utilização dos dados químicos fornecidos pelo exercício. Como o aluno aprendeu no primeiro pilar a retirá-los, cabe agora ao professor enfatizar a sua utilização. Por exemplo, se o exercício forneceu uma fórmula molecular, é necessário que se calcule, a partir dela, a massa molar, já que esta é muito utilizada nos exercícios de mol.

Além da massa, o aluno tem que ser capaz de identificar no enunciado os dados relevantes à Química, como se o exercício está trabalhando com átomos ou moléculas; se o exercício está querendo enfatizar apenas a unidade mol ou quer trabalhar a massa de uma determinada substância etc. Ambos os aspectos podem ser resolvidos a partir da prática em várias situações-problema.

Por fim, a melhora do raciocínio matemático pode ocorrer por intermédio da resolução dos exercícios. É importante enfatizar qual é o raciocínio básico em um exercício sobre mol. O aluno tem que se tornar autossuficiente para que, ao ler qualquer exercício, tenha a relação abaixo em mente e saiba utilizá-la:

1 mol ------ 6,02.1023 entidades --------- massa molar

É muito importante enfatizar que a relação acima é o básico para resolver qualquer exercício sobre o conceito de mol. Para isso, é necessário que o professor de Química resolva exercícios com esse mesmo padrão para que o aluno passe a desenvolver o raciocínio matemático que as questões envolvendo mol exigem.


Por Me. Diogo Dias Lopes

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