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Gêneros textuais X Tipos textuais. Qual a melhor forma de trabalhá-los?

Estratégias de ensino-aprendizagem

A melhor forma de trabalhar os gêneros e os tipos textuais é explorá-los de forma conjunta, fazendo com que as tipologias sejam identificadas em cada gênero.
Os tipos textuais se encontram demarcados na grande diversidade de gêneros existentes
Os tipos textuais se encontram demarcados na grande diversidade de gêneros existentes
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Narrativo – Descritivo – Dissertativo. Essa tríade conceitual parece tomar conta das aulas de Redação, contudo, mediante pressupostos metodológicos ineficazes. Ineficazes porque na maioria das vezes essas tipologias são trabalhadas de forma separada e, como resultado de tal  prática, figura-se nada mais nada menos que o fato de os educandos apenas se sentirem aptos a identificar esta ou aquela característica, apenas isoladamente. Ora, tomando como exemplo, quais as características presentes no gênero “notícia”, por exemplo?

Numa notícia podemos perfeitamente identificar características narrativas, por que não? Sim, o fato ocorreu, e se assim procede é porque se deu num determinado momento e num determinado lugar, envolvendo determinadas personagens, foi contada por alguém, que no caso é o jornalista, enfim. Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, minuciosamente descritos. A linguagem utilizada se pauta por um tom mais formal, obedecendo às normas padrões do idioma, bem ao gosto dissertativo, enfim...

Já não falando da reportagem, há vista que ela propicia uma análise mais apurada dos tempos verbais, e se há tempo, há também o espaço em que se deram os fatos – características narrativas, portanto. Um relato pessoal, uma crônica argumentativa, um editorial, tudo isso são gêneros, mas que também se constituem de algumas tipologias bem definidas. Tornando práticos tais posicionamentos, temos que se alguém relata acerca de suas experiências pessoais, utiliza-se de características narrativas, descritivas etc. O mesmo ocorre com a crônica, em que nela há uma mescla de opiniões, argumentos, bem como de relatos acerca de um fato momentâneo, se for o caso.

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Em face de tais elucidações, ocupemo-nos em reforçar acerca da importância de o educador não se deter a apenas esta ou àquela tipologia, haja vista as inúmeras possibilidades de explorar tais tipologias mediante o trabalho com os diversos gêneros.

Fazendo valer essa diversidade, torna-se bastante sugestivo realizar o trabalho com todos os gêneros, procurando fazer com que os educandos identifiquem as marcas linguísticas presentes em cada um deles, não se esquecendo de que em muitos deles os educandos terão a oportunidade de atestar a presença ora de aspectos narrativos e descritivos, ora de aspectos dissertativos.

Dessa forma, voltando ao paradoxo que caracteriza o título em questão, torna-se evidente que aliar as duas formas, no sentido de trabalhá-las de maneira conjunta, representa, sobretudo, um recurso metodológico de grande eficácia.


Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

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