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Dicas para o uso do livro didático de Geografia

Estratégias de ensino-aprendizagem

O uso do livro didático de Geografia pode ser facilitado desde que feito de forma crítica, moderada e criteriosa.
O bom uso do livro didático pode melhorar as aulas de Geografia
O bom uso do livro didático pode melhorar as aulas de Geografia
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O livro didático é um assunto que rende amplos debates em todas as áreas do conhecimento, havendo diferentes problemas que variam com as questões concernentes a cada ciência. No meio geográfico, também existem debates sobre como escolher e, principalmente, utilizar o livro didático de Geografia em sala de aula.

O objetivo deste texto é, portanto, propor algumas dicas para os educadores dessa área do saber, com informações e detalhes que, ao final, podem ser importantes para melhorar e maximizar o desempenho de docentes e discentes quanto ao uso dos livros e dos demais complementos no processo de ensino-aprendizagem. A seguir, algumas sugestões:

a) Escolher corretamente o livro que será utilizado

Escolher o livro didático de geografia é um desafio para a maioria dos professores. Porém, esse é um procedimento importante, pois o bom aproveitamento ou não do material dependerá, de certa forma, da qualidade por ele oferecida. Dentre os problemas nesse percurso, destacam-se o período curto disponível para a escolha e a falta de tempo dos professores, além do grande número de obras disponíveis.

Um dos passos mais importantes nesse processo é a consulta do Guia do Plano Nacional do Livro Didático, que está disponível em todas as matérias, incluindo a Geografia. Assim, o professor poderá ter um panorama geral das obras, como os tópicos principais, a abordagem empregada, as referências utilizadas, entre outros importantes elementos.

Na hora de escolher o livro de Geografia, o professor precisa, basicamente, levar em conta: a clareza da linguagem, a presença de imagens e exemplos, o uso correto dos mapas e cartas, a abordagem empregada, a coerência do livro com o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola e a proximidade da obra com o estilo de trabalho do professor.

b) Conhecer bem o livro didático de Geografia

Depois de escolhido, o professor precisa conhecer bem a obra que utilizará. Sabemos que ser professor, no Brasil, é um trabalho bastante problemático, pois a sobrecarga de aulas e turmas nem sempre permite essa possibilidade. Mas é sempre bom o professor destinar um tempo para esmiuçar bem as características do livro, como a profundidade, os tópicos que aparecem em cada capítulo, o estilo das atividades, entre outras.

O ideal é que temas e métodos não surjam como “surpresas” no livro para o professor ao longo do ano. Isso facilita o planejamento, além de evitar erros ou repetições de explicações ao longo do período letivo.

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c) Lembre-se: o livro é um suporte, não uma camisa de força!

Muitos professores acabam transformando o livro em um guia imutável, seguindo à risca todos os modelos e procedimentos. Outros ignoram quase que totalmente a obra, que serve, nesses casos, somente como um “peso” para a mochila dos estudantes. A ideia é encontrar um meio-termo.

O professor de Geografia precisa ter em mente que o livro é apenas um suporte, um entre os vários existentes. Sempre que necessário, ele pode e deve utilizar fontes complementares, como recursos eletrônicos, páginas de internet, filmes, trabalhos de campo, entre outros. O emprego de mapas, no caso da Geografia, é sempre importante para situar o aluno na dimensão espacial dos assuntos abordados.

Não se esqueça: a Geografia é a ciência que estuda o espaço geográfico, nas relações entre natureza e sociedade, de forma que essa complexidade não cabe totalmente em algumas páginas!

d) Avaliar o livro didático com os alunos

Um exercício que pode render resultados é, durante as aulas e o uso do livro nelas, a avaliação do livro com os alunos. Fazer com que eles percebam eventuais méritos ou imperfeições das obras utilizadas pode auxiliá-los a entender que, às vezes, fugir delas pode ser sim bastante proveitosos. É comum estudantes se queixarem quando o professor não segue à risca o cronograma ou as proposições do livro, de forma que esse exercício pode ajudá-los a entender que ele é importante, mas não é tudo. Além disso, essa é uma oportunidade para que eles conheçam melhor o material que possuem em mão.

e) Explorar alternativas

Como já dissemos, o livro didático não é camisa de força. Por isso, às vezes, é bom utilizar outras alternativas. Um delas é o uso de outros livros ou apostilas, outra é a pesquisa em sites de internet (você já conhece a página de Geografia no site do Brasil Escola? Clique aqui!). Buscar mapas animados através de projeções nas salas ou em jogos de computador também é uma alternativa. Outro ponto é a exploração de matérias jornalísticas em revistas e jornais, buscando correlacionar os temas geográficos com os fatos cotidianos do mundo.

E você, possui alguma experiência ou dica que gostaria de compartilhar? Deixe sua opinião nos comentários!


Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

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