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Diferentes gêneros? Diferentes propostas metodológicas

Estratégias de ensino-aprendizagem

O trabalho com diferentes gêneros tende a se efetivar de forma eficaz mediante a aplicação de diferentes propostas metodológicas.
O trabalho com diferentes gêneros requer diferentes propostas metodológicas
O trabalho com diferentes gêneros requer diferentes propostas metodológicas
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Inicia-se mais uma semana e, juntamente com ela, o propósito do cumprimento de todas as atividades didáticas que você, caro (a) educador (a), planejou, preparou e que, criteriosamente, a partir de um dado momento, deseja colocar em prática. Suponhamos que numa dessas atividades a serem desenvolvidas estivesse incluído o trabalho com gêneros, enfatizando a entrevista e a história em quadrinhos, por exemplo. Somando a tais objetivos, eis que uma nova proposta se faz evidente: o trabalho com a música e a poesia.

Aferindo o grau de conhecimentos dos educandos, algo é fato: todos, ainda que num estágio menos avançado, possuem conhecimento acerca do que sejam os gêneros enfatizados, pois cotidianamente se deparam não somente com esses em questão, mas com uma infinidade de outros tantos. Assim, uma aula expositiva dialogada sobre os aspectos estruturais que os norteiam representa o procedimento, digamos assim, convencional, mas, daí a aplicabilidade, ou seja, a finalidade que se atribui a essa situações de comunicação, por certo, deixarão a desejar.

Dessa forma, temos que o aplicável, além de enfatizar acerca das estruturas, é fazer com que os aprendizes compreendam o quê, o porquê e para quê se encontram inseridos em meio a situações de produção, por isso, torna-se de fundamental importância deixá-los a par das finalidades discursivas que se atribuem a cada uma delas.

Partindo para o lado prático, duas sugestões se apresentam passíveis de se obter o resultado que tanto se espera, sendo que a primeira delas diz respeito ao fato de que, a convite de um grupo de alunos, alguém da escola, obviamente ocupando posições hierárquicas mais superiores, tais como o diretor ou os coordenadores, seja convidado a conceder uma entrevista, respondendo a questões de interesse do próprio grupo, seja no campo da política, aproveitando que se trata de um ano eleitoral, ou qualquer que seja o assunto será sempre muito válido.

Assim procedendo, os aprendizes terão a oportunidade não somente de se interagirem com este ou aquele aspecto, mas constatar de forma prática como tal situação comunicativa se efetiva. Partindo para a história em quadrinhos, eis que a proposta representa “um prato cheio”, um convite irresistível ao despertar do instinto criativo, das habilidades que muitas vezes não ficam assim tão à mostra. O fato se explica porque dentro de um determinado grupo pode ter aqueles que se destacam mais com o projeto gráfico, aqueles que pendem mais para a expressão verbal e até mesmo aqueles que têm mais familiaridade com a escrita propriamente dita. Reunidos todos os grupos, mãos à obra! Assim, é interessante e necessária a orientação prévia do educador acerca das marcas linguísticas que perfazem as HQs, tais como o uso da onomatopeia, dos recursos gráficos, como é o caso dos balões simbolizando euforia, pensamento, barulho, enfim, não se esquecendo de que o discurso (as falas) precisam ser transcritas de forma direta. Ao final, que tal uma premiação das melhores criações, quem sabe até patrocinadas por uma gráfica ou editora? Afinal, sonhar alto é direito de todos, entre eles o educador.

No que se refere ao trabalho com a música e a poesia, a situação não tende a ser diferente, haja vista que as habilidades artísticas nesse ponto tendem a se aflorar ainda mais. Há aqueles que tocam algum instrumento, como, por exemplo, o violão, já não falando aqueles que sentem seduzidos pela literatura, pela arte de escrever poemas. Ao que parece, todos os objetivos, todas as propostas parecem se “casar” perfeitamente. Assim, um determinado grupo se tornará responsável por criar uma música ou simplesmente reproduzi-la, sendo que o mesmo ocorrerá com a poesia. Ao término, quem sabe um sarau, já imaginou? Sim, continuar pensando alto (e tendo a certeza de que todos os propósitos serão passíveis de se tornarem práticos) fomenta o laborioso exercício da carreira docente, não é verdade?

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Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

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